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Fundo de US$ 12 bi supera pares escolhendo ações 1 vez por ano

Charles Stein

(Bloomberg) -- Timothy Pettee está superando todos os selecionadores de ações rivais sem passar muito tempo escolhendo ações.

Pettee, que administra o SunAmerica Focused Dividend Strategy Portfolio, de US$ 11,5 bilhões, seleciona 30 ações só uma vez por ano empregando um modelo quantitativo que faz quase todo o trabalho.

O fundo de investimentos retornou em média 9,7% nos últimos dez anos, o melhor desempenho entre mais de 260 fundos americanos de elevada capitalização, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Em uma época em que selecionadores de ações estão perdendo prestígio e ativos, Pettee tem acumulado ambas as coisas superando os colegas em sete dos últimos dez anos. Seu modelo escolhe empresas com base em preços baratos, rentabilidade e um "dividend yield" alto - um motor fundamental do desempenho no mundo de taxas de juros baixas de hoje. Para ser selecionada, uma ação tem que ter yield superior à mediana do índice S&P 500.

"O rendimento é uma questão inevitável", disse Pettee, 58, em uma entrevista. "A busca de rendimentos de qualidade é a força mais poderosa nos investimentos de hoje e ela está levando as pessoas para as ações que pagam dividendos".

Trinta ações

Normalmente, o modelo de Pettee seleciona suas 30 ações no fim de outubro e elas ficam um ano no fundo, exceto em circunstâncias incomuns, como aquisições ou reduções de dividendos. Em um ano típico, cerca de um terço das ações muda.

O fundo da SunAmerica, coadministrado por Andrew Sheridan e Tim Campion, em Jersey City, Nova Jersey, viu seus ativos subirem quase dez vezes desde 2011, enquanto que a maioria dos gerentes ativos tem tido dificuldades para reter investidores. Os fundos de mútuos e os ETFs tiveram resgates de US$ 308 bilhões nos doze meses encerrados no dia 31 de maio, segundo a Morningstar.

Nos primeiros cinco meses de 2016, apenas 39% dos fundos de investimento americanos ativos superaram sua referência, mostram dados da Morningstar. A taxa cai para 30% no decorrer de cinco anos.

Apostas ruins

O modelo de Pettee já cometeu erros. O fundo foi superado por 84 por cento dos colegas em 2014, quando posições em duas empresas de consumo, a fabricante de brinquedos Mattel e a produtora de bolsas Coach, caíram mais de 30% cada.

O fundo toma ações de dois pools. Os papéis com os dez yields mais altos do Dow Jones Industrial Average vão automaticamente para a carteira.

Neste ano, dois deles - as ações da Verizon Communications e da Exxon Mobil - cresceram pelo menos 20% e contribuíram para o ganho de 7% do fundo, superior a 9% dos colegas. Os outros 20 títulos vieram do índice Russell 1000, uma referência comum para ações de elevada capitalização, com base em uma mistura dos três fatores.

Em 2009, seu melhor ano, o fundo deu retorno de 48%, em comparação com 26% para o índice S&P 500. Apostas em ações valiosas - de empresas industriais em 2009, do setor de saúde em 2010 e de consumo discricionário em 2012 - renderam em anos posteriores, disse Kevin McDevitt, analista da Morningstar.

"É impossível não respeitar os resultados que eles têm conseguido", disse McDevitt. "Mas sendo que tudo vem de um modelo, é difícil explicá-lo completamente".

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