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Mais asiáticos ricos recorrem a bancos privados após 'Brexit'

Chanyaporn Chanjaroen

(Bloomberg) -- Um número maior de ricos asiáticos estão pedindo a bancos privados para gerir sua fortuna em um momento de volatilidade crescente nos mercados financeiros, mostra uma nova pesquisa, em um sinal encorajador para empresas como UBS e Credit Suisse, que estão expandindo seus negócios na região.

Cerca de um quarto dos investidores de alto patrimônio líquido da Ásia eram clientes de bancos privados em maio, contra 10% três anos atrás, segundo o estudo divulgado nesta semana pela empresa de pesquisas East & Partners Asia, que tem sede em Cingapura. A proporção daqueles que gerenciam sua própria fortuna caiu de 70% para 52 % no mesmo período.

A tendência deve se manter porque a decisão do Reino Unido, em referendo, de deixar a União Europeia, as incertezas em relação às economias dos EUA e da China e a volatilidade cambial estão levando mais investidores a buscar assessoria profissional, disse o analista Jonathan Chng, da East & Partners.

A firma está projetando que quase 30% dos asiáticos ricos se tornarão clientes de bancos privados até o próximo mês de maio e que o grupo daqueles que gerenciam seus próprios ativos cairá para 47% do total.

"Devido principalmente às constantes mudanças na economia global e às elevadas incertezas no mercado, os indivíduos de alto patrimônio líquido entendem com clareza que o conselho profissional é necessário para a acumulação e a proteção da riqueza", disse Chng em resposta por e-mail a perguntas.

A tendência é um bom sinal para o UBS e o Credit Suisse, que se concentram em reforçar as divisões de gestão de patrimônio na Ásia. O UBS busca dobrar sua equipe na China nos próximos cinco anos adicionando cerca de 600 pessoas em áreas como gestão de patrimônio e banco de investimento.

Enquanto isso, o Credit Suisse planeja elevar seus números de assessores de clientes na região Ásia-Pacífico para cerca de 800 até 2018, contra 615 no início deste ano.

O patrimônio privado na região Ásia-Pacífico superou o da América do Norte pela primeira vez em 2015 graças a economias mais fortes e aos mercados imobiliários, segundo relatório da Cap Gemini publicado em junho.

"A perspectiva para a riqueza na Ásia continua mais positiva do que em praticamente qualquer outra parte do mundo", disse Fabrizio Campelli, chefe global de gestão de patrimônio do Deutsche Bank, em entrevista na semana passada, em Cingapura. O acúmulo de ativos dos clientes "será particularmente forte nesta região do mundo", disse ele.

O banco alemão está ampliando sua equipe na Ásia e investindo em infraestrutura tecnológica e compliance, disse Campelli. O banco contratará 25 gerentes de relacionamento em Hong Kong e Cingapura nos próximos cinco anos, disse o chefe de gestão de patrimônio para a região Ásia-Pacífico, Ravi Raju, no mês passado.

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