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Volta do Japão ao estímulo fiscal mostra falha em alcançar metas

Christopher Anstey

(Bloomberg) -- O primeiro-ministro Shinzo Abe voltou a apertar o botão do estímulo fiscal ao qual recorreu há três anos, o que mostra o quanto ele continua longe de atingir metas ambiciosas para reativar a economia do Japão.

O gabinete aprovou na terça-feira um pacote de gastos e empréstimos que totaliza 28 trilhões de ienes (US$ 275 bilhões), incluindo 4,6 trilhões de ienes em despesas neste ano e pouco menos de 3 trilhões de ienes mais adiante. O governo concluiu o planejamento após o banco central realizar um pequeno acréscimo em seus próprios esforços de estímulo.

Por trás da decisão do governo: a preocupação da população de que o Abenomics não esteja funcionando. Embora os eleitores estejam contentes de terem dado uma vitória contundente a Abe na eleição para o Parlamento no mês passado, as pesquisas mostraram que pelo menos metade dos consultados afirma que a política econômica deve ser repensada.

Os consumidores, que irão receber algumas das benesses do pacote fiscal que deverá ser aprovado pelo Parlamento em outubro, ainda precisam se recuperar do golpe de um aumento dos impostos sobre as vendas autorizado por Abe em 2014. Isso contribuiu para pelo menos três anos de crescimento abaixo de 1 por cento -- muito longe da meta de 2 por cento de Abe.

"Nós realmente precisamos ver uma recuperação do consumo privado -- essa é a fonte da fraqueza da economia do Japão", disse Tomo Kinoshita, economista-chefe de mercado da Nomura Securities em Tóquio. Com o programa, o avanço do PIB no próximo ano deverá ser um pouco maior que a projeção atual da Nomura, de 1 por cento, disse ele.

"A efetividade marginal da política monetária foi reduzida após três anos" de esforços sem precedentes do presidente do BOJ, Haruhiko Kuroda, disse Kinoshita. "Por causa disso o governo quer estimular a economia através da política fiscal".

O pacote -- o segundo a ser compilado no atual ano fiscal -- incluirá ajudas financeiras de 15.000 ienes para pessoas de baixa renda, informou a NHK. A lista completa das medidas talvez não esteja disponível enquanto a legislação não for apresentada no Parlamento. O que o governo disse na terça-feira é que haverá um total de 13,5 trilhões de ienes em "medidas fiscais", dos quais 7,5 trilhões de ienes serão para gastos e 6 trilhões de ienes serão para empréstimos de baixo custo.

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