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Russa Sukhoi corteja atletas e exibe academia com asas no Rio

Peter Millard

(Bloomberg) -- A Sukhoi Civil Aircraft, da Rússia, está se aventurando em território rival para vender um jato de luxo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, cortejando equipes esportivas com recursos como bicicletas ergométricas e mesas de massagens.

Em um mercado de voos fretados de atletas de mais de US$ 600 milhões por ano apenas nos EUA, a Sukhoi enxerga demanda por aviões customizados para profissionais do esporte que viajam até metade do ano, disse o vice-presidente da empresa, Evgeny Andrachnikov. Um modelo do SportJet, baseado no Superjet da Sukhoi, está em exibição no Rio para as delegações da Olimpíada e para executivos de esportes de todo o globo.

"Nós merecemos esse lugar ao sol, mesmo que seja sob o sol brasileiro", disse Andrachnikov, em entrevista na concentração da delegação russa, na orla da praia de Copacabana.

A visita da Sukhoi ao maior evento esportivo internacional do mundo amplia sua concorrência com a Embraer, a fabricante de jatos civis e militares que é uma das indústrias mais emblemáticas do Brasil. A Sukhoi, que tem sede em Moscou, começou a testar o voo de seu Superjet 100 em 2008, entrando no mercado de aeronaves regionais no qual a Embraer se tornou dominante, superando a antes líder Bombardier.

Na versão para atletas, o SportJet será equipado com bicicletas ergométricas, camas de massagens e assentos que monitoram a frequência cardíaca e os níveis de hidratação e de oxigênio. Treinadores e atletas podem analisar partidas enquanto se reúnem em torno de uma pequena mesa com uma televisão wide screen. Há assentos mais modestos disponíveis para a equipe administrativa. A Sukhoi lançou o modelo no início do ano.

A Sukhoi planeja entregar seu primeiro SportJet já no fim de 2017.

Concorrentes do Superjet

O Superjet comercial da Sukhoi é utilizado por empresas aéreas como a mexicana Interjet, que usa o jato desde 2013, e pela irlandesa CityJet, que começou a operar com o avião neste ano. Configurado para transportar 93 passageiros, o Superjet tem aproximadamente o mesmo tamanho da família E-jet, o mais vendido da Embraer -- e do E2 atualizado, que deverá sair no fim da década --, e da versão menor do novo C Series, da Bombardier.

A Embraer disse por e-mail que sua linha de jatos comerciais oferece flexibilidade e que possui aeronaves personalizadas para os clientes, inclusive para o governo brasileiro. A Bombardier, que tem sede em Montreal, não respondeu a um pedido de comentário enviado por e-mail.

As ligas de futebol e hóquei da Rússia, que estão em crescimento, são clientes naturais do SportJet, disse Andrachnikov.

"Os orçamentos para voos charter são gordos", disse Andrachnikov. "Podemos ir atrás das próprias ligas ou de cada um dos donos dos times. Essas aeronaves oferecerão uma qualidade superior por menos dinheiro".

A Sukhoi não divulgou o preço do modelo esportivo, mas a encomenda de 10 jatos Superjet da empresa aérea Interjet foi listada em US$ 350 milhões em 2015. Analistas estimam que o SportJet poderá ser vendido por cerca de US$ 30 milhões.

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