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Bancos centrais ajudam a reduzir custos de títulos asiáticos

Denise Wee e Lianting Tu

(Bloomberg) -- Empresas asiáticas estão recebendo uma ajudinha dos principais bancos centrais. Os custos de captação no mercado de títulos da região atingiram os níveis mais baixos desde antes da última crise financeira global.

O prêmio sobre os títulos do Tesouro dos EUA exigido pelos investidores para deter notas de emissores da região denominadas em dólar caiu 21 pbs em agosto, para 204, nível mais baixo desde 2007, segundo índice do Bank of America Merrill Lynch. A ata da reunião de julho do Federal Reserve, divulgada nesta quarta-feira, oferecerá pistas sobre o destino dos custos de financiamento a partir daqui.

Os tomadores de empréstimos da região Ásia-Pacífico, exceto o Japão, ampliaram as vendas de títulos em dólares em 55% neste trimestre, aproveitando a demanda pelo cupom médio de 3,77%, contrastando com juros negativos no Japão e na Europa. A próxima reunião do Fed será nos dias 20 e 21 de setembro. O Banco da Inglaterra reduziu a taxa básica de juros em 4 de agosto. Embora dois dirigentes de escritórios regionais do Fed tenham indicado que os juros nos EUA podem subir pelo menos uma vez neste ano, dados divulgados na terça-feira mostraram pouca variação nos preços ao consumidor em julho, diminuindo a urgência de aperto da política monetária.

"Muitos trabalhos e pesquisas sugerem que esses níveis muito baixos de taxas de juros e, subsequentemente, níveis muito baixos de rendimentos de títulos corporativos, provavelmente se manterão por algum tempo", disse Desmond Soon, chefe de gestão de investimentos da Western Asset Management para a Ásia, exceto o Japão. "Acabamos de ver o Banco da Inglaterra mudar de rumo, cortar os juros e retomar seu programa de flexibilização quantitativa. Até mesmo o Fed provavelmente está com uma postura muito branda".

O rendimento dos títulos asiáticos em dólares caiu 28 pbs neste trimestre, para 3,34%, e atingiu o menor nível histórico de 3,33% na segunda-feira, de acordo com o índice do Bank of America. O movimento foi impulsionado, em parte, pelo aumento da demanda por investidores chineses, que estão fugindo da queda dos rendimentos no mercado doméstico e do yuan desvalorizado.

"Os títulos asiáticos em dólares são respaldados por rendimentos negativos na Europa e no Japão e pela queda dos rendimentos no mercado de títulos chineses em renminbi", disse Ken Hu, diretor de investimentos em renda fixa na região Ásia-Pacífico da Invesco Hong Kong.

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