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Xi busca amenizar preocupação com nova 'Rota da Seda' da China

Ting Shi

(Bloomberg) -- O presidente da China, Xi Jinping, está tentando conter o temor internacional de que a iniciativa de retomar a antiga rota comercial que ligava a China à Europa, que foi criada há três anos e virou sua marca pessoal, atende apenas aos interesses de seu país.

Ao discursar em uma conferência sobre a iniciativa "um cinturão, uma estrada" em Pequim, na quarta-feira, Xi defendeu a aceleração da implementação dos projetos para oferecer "uma sólida sensação de ganho" a todos os países envolvidos.

Ele pediu também uma melhor avaliação de risco e segurança para os projetos ao longo da rota, que atravessa países sujeitos a guerras, ataques terroristas e instabilidade política.

A iniciativa, proposta por Xi pela primeira vez em 2013, tem por objetivo recuperar a rota que conecta a China e a Europa pela Ásia Central e pelo Oriente Médio, além de um caminho pelo Sudeste Asiático e pela África.

Os críticos, de países como Cazaquistão e Índia, dizem que o principal propósito do plano é ampliar a influência geopolítica da China e exportar sua capacidade industrial excedente a outros países. Há dúvidas também quanto à viabilidade e aos riscos de segurança da iniciativa.

"Trata-se de um balanço da situação em uma fase intermediária", disse Xue Li, diretor de estratégia internacional do Instituto de Economia e Política Mundial da Academia Chinesa de Ciências Sociais, financiada pelo governo.

"Nos últimos três anos não faltaram ceticismo e críticas em nível internacional, que se concentraram basicamente na visão de que essa iniciativa é uma nova forma de ameaça da China.

Este era um momento apropriado para que Xi respondesse a essas preocupações. Ele resumiu os principais problemas que surgiram e traçou um direcionamento futuro".

Xi deverá buscar um reconhecimento maior para a iniciativa no mês que vem, na cúpula do G-20, na cidade chinesa de Hangzhou.

Mais de 100 países e organizações internacionais já estão participando da iniciativa, sendo que mais de 30 países assinaram acordos formais e mais de 20 países se juntaram à "cooperação para a capacidade de produção" em áreas como construção de ferrovias e energia nuclear, disse Xi.

A exportação da capacidade de construção e produção da China pode ajudar os países participantes a levarem seu processo de industrialização adiante e ajudará a estabilizar a economia mundial, acrescentou Xi.

Participaram da reunião chefes do principal órgão nacional de planejamento econômico, o ministério das Relações Exteriores, diversos empresários e acadêmicos e também autoridades das principais províncias envolvidas no projeto, entre elas Fujian, Shaanxi, Guangdong e Xinjiang.

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