Atravesse o Atlântico a bordo do diminuto Boeing 737

Richard Weiss, Andrea Rothman e Benjamin Katz

  • Adrian Dennis/AFP Photo

(Bloomberg) -- As menores aeronaves fabricadas pela Boeing e pela Airbus Group estão prestes a ganhar um novo papel nas rotas transatlânticas que antes eram reservadas para alguns dos maiores aviões do mundo.

As novas versões do 737 Max e do A320neo possibilitam uma economia de 15% do combustível que visa a reduzir os custos nos trechos intermunicipais mais curtos.

Além disso, a renovação acrescentou pouco mais de 800 quilômetros ao alcance dessas aeronaves --o suficiente para que os aviões de fuselagem estreita possam percorrer os 4.828 quilômetros que separam o leste dos EUA da Europa Ocidental.

Passar oito horas em um avião de pouco menos de 40 metros, com três banheiros e um único corredor, pode não ter um apelo imediato entre os passageiros acostumados com as cabines espaçosas de um Airbus A380, mas as companhias aéreas afirmam que os aviões de menor porte abrirão rotas diretas que não seriam viáveis de outro modo.

Isso eliminaria a necessidade de trocar de voo em algum centro de operações movimentado. Além disso, os passageiros poderão contar com tarifas competitivas, porque as empresas recorrerão a aeroportos menores, onde os custos de acesso são mais baixos.

Norwegian Air Shuttle, JetBlue Airways e a portuguesa TAP são algumas das companhias que estão comprando esses aviões para rotas transatlânticas, sendo que a NAS abrirá o caminho porque será a primeira a obter o Max 8, da Boeing, no próximo ano. Os voos iniciais poderão conectar Edimburgo, a cidade inglesa Birmingham e as irlandesas Cork e Shannon a aeroportos de menor porte na Nova Inglaterra e na região de Nova York, nos EUA.

"O Max é muito competitivo", disse Bjorn Kjos, CEO da Norwegian Air, em entrevista em Londres. "Ele tem um potencial enorme para as cidades menores ao longo do litoral atlântico. Mas não é possível ir a Nova York como com os aviões de fuselagem larga. É preciso buscar aeroportos com uma estrutura de custos totalmente diferente".

Novas rotas

As rotas planejadas entre os EUA e o Reino Unido e a Irlanda para as aeronaves Max 8 da Norwegian, com capacidade para 189 passageiros, terão cerca de 4.828 quilômetros.

Voos posteriores poderão atender a Stavanger, Trondheim e Bergen, na Noruega, e Aalborg, na Dinamarca, embora é provável que eles envolvam uma versão de longo alcance do A321neo, da Airbus, que é conhecida como LR e é capaz de voar mais de 6.437 quilômetros usando tanques de combustível extras, disse Lasse Sandaker-Nielsen, porta-voz da Norwegian. Em julho, a empresa pediu 30 desses aviões com capacidade para 220 passageiros em uma única classe.

JetBlue e TAP também pretendem implementar esse modelo, que deverá estar disponível a partir de 2019. A empresa americana decidiu comprar 30 aviões A321neo com a opção de adquirir algumas variantes LR e afirmou que deseja uma aeronave com "alcance transatlântico".

A TAP fez o pedido de 10 unidades do A321neoLR e informou que poderia usá-las para atender ao Brasil e, possivelmente, aos EUA. A base da empresa, em Lisboa, fica a cerca de 5.632 quilômetros tanto de Nova York quanto de Recife, a sexta maior cidade do Brasil.

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