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Drones da GE chegam para gerar economia a empresas petroleiras

David Wethe

(Bloomberg) -- A General Electric tem uma solução para as empresas de exploração de petróleo e gás natural dos EUA com dificuldades para economizar após terem cortado mais de um terço dos custos de perfuração nos últimos dois anos.

O Raven, drone helicóptero parcialmente desenvolvido pela GE em seu novo centro de tecnologia de petróleo e gás de US$ 125 milhões em Oklahoma City, está sendo testado para farejar emissões de metano em locais de poços. Em teste realizado em julho, a GE provou que o Raven pôde encontrar vazamentos de gás de dois poços a 800 metros de distância entre si na formação Fayetteville Shale, de Arkansas.

Detectar e deter vazamentos, requisito exigido pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) desde o início deste ano, é a primeira de muitas aplicações planejadas para os drones nos campos de petróleo, que tornarão os trabalhadores mais produtivos no setor que registrou bilhões de dólares em cortes de gastos, centenas de milhares de demissões e mais de 100 falências na América do Norte nos últimos dois anos. O benefício maior será gerado pelo software personalizado do Raven, usado para planejar rotas de voo e interpretar com facilidade a enorme quantidade de informações que o aparelho coleta.

"Quando se pensa no Projeto Raven e no uso de novas ferramentas e aplicações, a conclusão é que essa será a chave para levar o setor adiante", disse Lorenzo Simoneli, CEO da GE Oil & Gas, em entrevista, na terça-feira, no novo centro de pesquisa da empresa, um dia antes da grande inauguração. "É possível fazer muitas coisas daqui para frente para ajudar a melhorar a produtividade."

Facilidade de uso

As maiores empreiteiras dos campos de petróleo do mundo estão buscando novas formas de se destacar com invenções que não apenas capturam enormes quantidades de dados, mas que também façam com que as empresas petroleiras possam utilizá-los com maior facilidade. A incursão da GE no negócio de drones surge em um momento em que os órgãos reguladores ainda estão definindo as regras para uso comercial deles.

"A crise aumentou a necessidade de maximizar a recuperação e a eficiência, uma iniciativa que está eliminando os limites entre líderes da tecnologia, da indústria e do serviço em campos de petróleo", escreveu James West, analista da Evercore-ISI, no mês passado, em nota a investidores.

O projeto de drone para campos de petróleo da GE foi iniciado no ano passado após algumas das outras divisões industriais da empresa analisarem como poderiam usar aeronaves não tripuladas. Entre as demais aplicações possíveis estão a inspeção de labaredas em refinarias e a verificação de engrenagens em busca de desgaste mecânico ou corrosão, disse John Westerheide, chefe do projeto Raven, em entrevista.

"A GE está elevando o que uma pessoa consegue fazer em uma garagem ao que só a GE pode fazer. Tem a ver com o modo que comunicamos e planejamos os voos, com a forma que integramos os dados", disse Westerheide.

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