Royal Caribbean e Norwegian Cruise lançam serviços a Cuba

Justin Bachman e Christopher Palmeri

(Bloomberg) -- A Royal Caribbean Cruises e a Norwegian Cruise Line Holdings conseguiram obter autorização governamental para navegar para a ilha, um dos novos destinos de viagem mais animadamente esperados pelo setor.

Marina, que faz parte da linha Oceania Cruises da Norwegian, zarpará de Miami no dia 7 de março, informou a companhia em um comunicado na quarta-feira. As duas outras marcas da empresa, Norwegian e Regent Seven Seas, também atenderão a esse mercado. A Royal Caribbean afirmou que vai anunciar seus itinerários entre a Flórida, nos EUA, e Cuba em breve, incluindo alguns de sua linha Azamara Club.

As autorizações significam que todas as três maiores empresas de cruzeiro do mundo podem atender a esse mercado. A Carnival, que é a maior operadora do setor, já navega para Cuba com sua marca com consciência social Fathom.

A companhia informou no mês passado que deixará de usar um navio exclusivo para a Fathom e que as últimas viagens dessa embarcação estão programadas para maio. A companhia pretende oferecer viagens a Cuba através de algumas de suas outras linhas a partir do próximo verão do Hemisfério Norte.

O Norwegian Sky, com capacidade para 2.000 passageiros, começará a realizar viagens de quatro dias para Cuba em maio, incluindo um pernoite em Havana. As autoridades cubanas exigiram uma "temporada muito curta" para as linhas, o que significa que cada uma das marcas da Norwegian terá de conseguir autorização para navegar para Havana por apenas cerca de um mês, disse a porta-voz Vanessa Picariello.

Relações com os EUA

Os anúncios chegam em um momento de incerteza para as relações entre os EUA e Cuba após a morte de Fidel Castro. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ameaçou reduzir os esforços empreendidos por Barack Obama para construir relações com Cuba após décadas de isolamento.

Embora o MV Adonia, da Carnival, com capacidade para 704 passageiros, tenha começado a fazer viagens à ilha em maio, as autoridades cubanas agiram com cautela em relação aos pedidos das linhas de cruzeiro dos EUA para levar ao país mais de suas marcas e navios de maior porte.

As operadoras de cruzeiros estavam ansiosas para acrescentar Cuba a seus itinerários como um modo de atrair novos passageiros e oferecer um destino como novidade para as pessoas que já navegaram várias vezes pelo Caribe, o maior mercado de cruzeiros. A MSC Cruises, com sede na Suíça, faz viagens de ida e volta a Havana com seu MSC Opera.

O CEO da Norwegian, Frank Del Río, nasceu em Cuba, saiu do país em 1961 com seus pais aos seis anos de idade, se estabeleceu com parentes em Connecticut e se mudou para Miami quando estava no ensino médio. Ele disse que retomar o serviço à ilha era um objetivo dele.

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