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Uber se prepara para nova batalha contra prefeitura de NY

Joshua Brustein

(Bloomberg) -- A Uber Technologies está se preparando para uma nova batalha política neste começo de ano. A nova exigência da cidade de Nova York, para que a empresa forneça mais dados sobre os trajetos de motoristas, deve se transformar no segundo grande conflito do Uber com a administração do prefeito Bill de Blasio.

A batalha iminente, que teve a primeira audiência pública sobre o assunto nesta quinta-feira, indica um conflito mais amplo que coloca Uber e Lyft contra governos locais, sedentos por mais dados sobre a movimentação de seus cidadãos.

Ambas as empresas enfrentaram batalhas semelhantes em outras partes dos Estados Unidos, invariavelmente chegando à mesma conclusão todas as vezes: devem compartilhar menos dados do que os governos querem.

Essa tendência deve aumentar à medida que as empresas deixarem de oferecer um produto de luxo para um nicho e se transformarem em uma espécie de serviço de transporte público.

Uber e Blasio tiveram o primeiro embate em 2015, sobre projetos de lei destinados a desacelerar o crescimento das frotas de transporte na cidade de Nova York. O Uber mobilizou seus clientes mais leais na cidade e conseguiu uma estrondosa vitória.

Desta vez, a empresa está questionando as mudanças nas regras propostas em dezembro, que exigiriam que todos os motoristas fornecessem o endereço e hora de cada chegada. (As empresas já são obrigadas a fornecer esse tipo de informação para cada vez que buscam um passageiro.)

Segundo os reguladores, trata-se de um esforço para combater a fadiga de motoristas e garantir o cumprimento do limite de 60 horas de trabalho semanais.

Para a Uber, a exigência é uma invasão de privacidade. Em um e-mail enviado aos clientes em Nova York, a empresa afirmou que o governo pode não conseguir evitar que os hábitos de transporte dos passageiros se tornem públicos. A empresa convocou os clientes a usar o Twitter para expressar oposição à medida. O órgão regulador de transportes informou que não está coletando detalhes pessoais sobre os passageiros.

Embora tenha planos de divulgar certos dados por meio de solicitações de registros e dos programas municipais de abertura de dados, o órgão informou disse que descartaria informações sobre a identidade dos motoristas e apenas especificaria o bairro onde cada corrida teria começado e terminado, em vez de endereços específicos. Os táxis já compartilham todos os dados que a comissão está exigindo da Uber.

É um momento estranho para a empresa assumir o manto de defensora da privacidade. A Uber recentemente atualizou seu aplicativo para rastrear os usuários depois que suas corridas terminam. A medida levou o senador para o estado de Minnesota Al Franken a enviar uma carta à Uber pedindo explicações.

Um artigo publicado em dezembro pelo Centro de Reportagem Investigativa detalhou acusações de ex-funcionários de que pessoas na empresa pesquisavam informações de trajetos de ex-namoradas e celebridades.

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