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Geração Y dos EUA teme catástrofe na economia com Trump

Polly Mosendz

(Bloomberg) -- Ah... 2017. Doce alívio em relação aos 365 dias turbulentos do ano anterior, que foi marcado por uma eleição acirrada, a surpreendente partida de um país da União Europeia e várias mortes de celebridades. Ou não.

Embora este ano marque um novo começo para muitos, a chamada geração Y não está tão otimista. Na verdade, esta é a única geração que afirma se sentir pior, financeiramente falando, em relação a 2017 do que a 2016.

Nos dias seguintes à eleição dos Estados Unidos, o County Financial Group, uma firma de seguros e investimentos, realizou sua pesquisa do índice anual de segurança financeira e constatou que a pontuação foi menor para a geração Y, formada por jovens de 18 a 34 anos, a de 60,9 (sendo que 100 é o nível máximo).

Para chegar a essa pontuação, a empresa se baseou em uma pesquisa com 1.000 americanos sobre sua estabilidade financeira, com perguntas como se tinham poupança ou não e se seus ativos estavam adequadamente assegurados.

A firma de pesquisa independente GfK fez a coleta dos dados. A geração X (pessoas de 35 a 49 anos) mostrou pontuação de 66,6. O índice dos chamados baby boomers (entre 50 e 64 anos) ficou em 69.2. A Geração Silenciosa, definida como pessoas que têm mais de 65 anos, teve a maior pontuação: 71,2.

Quando consultados sobre a perspectiva econômica, a geração Y foi a única a prever que 2017 será pior do que 2016. A geração X também não está muito otimista, e 34% dos entrevistados disseram que este ano será melhor do que o anterior, em comparação com os 31 por cento que pensam o oposto. Os baby boomers e a Geração Silenciosa estão mais otimistas de que 2017 será melhor para a economia americana do que 2016.

A sensação de catástrofe iminente não se limitou a 2017: cerca de um terço dos integrantes da geração Y consultados acha que não terá dinheiro suficiente para uma aposentadoria tranquila. Cerca de metade deles disse que não tem dinheiro guardado, seja na forma de investimentos ou poupança, e 29% se sentem inseguros sobre sua capacidade de quitar dívidas.

Como a pesquisa foi realizada nos dias seguintes à eleição e a geração Y havia apoiado fortemente a candidata derrotada, Hillary Clinton, os resultados do levantamento podem ter sido influenciados por certa depressão causada pelas eleições. Olhando pelo lado positivo, ou não, tudo pode ficar exatamente como está neste ano.

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