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Três regras para não passar vergonha na hora de comer sushi

Kate Krader

(Bloomberg) -- Se há algum tipo de restaurante onde as regras são importantes, é um sushi bar.

Pense no lendário Sukiyabashi Jiro em Tóquio. No restaurante com três estrelas Michelin que foi assunto do documentário "O Sushi dos Sonhos de Jiro", os cozinheiros são aprendizes durante no mínimo uma década e precisam se tornar especialistas em manipular o peixe para ter permissão de pegar uma faca para cortá-lo.

Daisuke Nakazawa passou 11 anos no restaurante de Jiro, mas não é um chef tão linha-dura (talvez você se lembre dele como o cara no documentário que teve que fazer o sushi de ovo tamago 200 vezes para conseguir a aprovação do chef). Em seu próprio restaurante, Sushi Nakazawa, que fica em Greenwich Village, em Nova York, ele está relaxado. Ele brinca com os clientes -- seu rosto doce e sorridente está em todas as redes sociais -- e estima que interage com 70 por cento dos clientes em seu sushi bar. Ele lhes dá crédito por ajudá-lo a aprender inglês (mesmo assim, suas respostas abaixo foram dadas através de um intérprete).

Apesar de ser menos estrito, ele também tem suas regras. E elas deverão vigorar em seu próximo restaurante, no Trump International Hotel em Washington, D.C., onde ele pretende servir um cardápio similar ao do restaurante de Nova York. Então, comporte-se e aproveite o sushi.

Seja pontual. Sério mesmo.

Chegar tarde é um incômodo para todos os restaurantes. Mas em um sushi bar de primeira, onde todos são servidos ao mesmo tempo, chegar depois do horário da reserva realmente bagunça o fluxo. Se o salmão-vermelho defumado em feno é o terceiro item de seu cardápio omakase, você não pode esperar que os chefs voltem atrás e preparem o salmão-rei marinado em soja ou a lula que você pode ter perdido. E, se o atraso for de mais de 30 minutos, você não poderá mais se sentar e pronto.

Não peça mais raiz-forte nem molho de soja.

Os atrasos são ruins, mas se é que existe algo capaz de fazer com que um chef de sushi perca as estribeiras -- pelo menos internamente -- é ver um cliente misturar um monte de raiz-forte em uma piscina de molho de soja e depois mergulhar o sushi nela. Então, vale a pena repetir: em um bom sushi bar, cada peça é criada com precisão pelo chef. Além de insultar o chef com seu banho de soja e raiz-forte, você estraga o delicado equilíbrio de sabores de uma peça de peixe que lhe custou um monte de dinheiro (no Nakazawa, US$ 150 no sushi bar; US$ 120 no salão). Se mesmo assim você estiver determinado a fazer o que quiser com seu sushi, o chef lhe dará um pouco mais de raiz-forte e/ou molho de soja; ajuda se você pedir "por favor".

Combine seu sushi com champanhe.

Garrett Smith, o diretor de bebidas do Sushi Nakazawa, oferece uma lista de saquês premium para harmonizar com o cardápio, e você pode optar tanto pela opção regular de US$ 45 ou pela garrafa do refinado Niizawa Super 8, que custa US$ 2.500, para os que querem gastar muito com o saquê. Mas o veterano do Restaurant Daniel diz que o champanhe combina surpreendentemente bem com o sushi, em parte por sua composição mineral que vai bem com peixes. Ele também limpa naturalmente o paladar. Das três dúzias de opções disponíveis no cardápio, você pode escolher desde o La Caravelle Brut Rosé, de US$ 90, até a garrafa de Krug Brut 1990, que custa US$ 1.150.

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