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O lado mais selvagem do vinho rosé

Elin McCoy

(Bloomberg) -- A temporada do vinho rosé deste ano está dando origem a uma série de novas tendências, deixando claro que não estamos nem sequer perto do auge do rosé. Você está contente com isso ou arregalando os olhos?

Sou fã de alguns, mas não de todos, os desdobramentos. Vinho rosé em lata? Bem, talvez em uma caminhada para subir o Monte Washington, em New Hampshire. Garrafa de 1,2 litro? Se eu quisesse algo grande assim, preferiria investir em uma boa garrafa magnum, que é ainda maior.

A nova tendência que realmente me interessa é a ascensão dos rosés ricos e exóticos de uvas pouco familiares e inesperadas de cantos menos famosos da França, da Itália, da Espanha e do novo mundo.

Esses são os antídotos para o tom pálido e o sabor fraco da "água de verão", novo apelido do vinho rosé. Eles são para pessoas que querem vinho rosé forte. Ele vem com a profundidade e a personalidade ideais para um churrasco ou para um bife grelhado sob o céu estrelado. Não são bebidas para se tomar a tarde inteira na praia sob o sol quente.

Rosés de todos os cantos

O mundo do rosé é mais vasto do que pensa a maioria das pessoas, com cores e estilos que vão muito além dos vinhos merecidamente populares de Provença. O apelo Saint-Tropez deles inspirou centenas de cópias pálidas e os números explicam o motivo: as vendas dos rosés de Provença cresceram 55 por cento do verão americano de 2015 para o de 2016 e não mostram sinais de desaceleração. (Esses rosés são feitos do suco de diversas uvas vermelhas, da grenache à tibouren, e a tonalidade depende de se -- ou por quanto tempo -- o suco prensado permanece em contato com a casca escura. Os produtores de vinho podem deixar o suco e as uvas esmagadas macerarem por apenas algumas horas para preservar aquela cor rosada superpálida).

Mas agora as pessoas -- e os restaurantes -- estão ficando com sede de vinhos rosados com tonalidades mais escuras que podem ser harmonizados com uma refeição. A Itália tem uma longa tradução de vinhos rosés de estilos maiores, como os cerasuolos d'Abruzzo e os vinhos rosados da Sicília e de Apúlia. O mesmo vale para as regiões da Espanha famosas pelo vinho tinto, como La Rioja, onde o vinho rosé é feito com as uvas tempranillo e às vezes com graciano. A grande vinícola Contino está lançando um rosé a US$ 40 muito difícil de achar, que quase parece um tinto leve.

O que vem a seguir? A expansão dos vinhos rosés desenvolvidos para serem servidos com gelo. No verão passado demos boas-vindas à explosão dos vinhos espumantes com gelo como o Moët & Chandon Ice Imperial Rosé e o Veuve Clicquot Rich Rosé. O Pommery Royal Blue Sky sur Glace veio na sequência, no último outono do Hemisfério Norte. Todos são muito aptos para coquetéis.

Neste verão que está chegando, busque as versões sem gás. A Mouton Cadet planeja lançar seu próprio Ice Rosé, que é rosa coral, cujos sabores e suculência são desenvolvidos para sobreviverem ao frio do gelo.

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