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Empresas como Alphabet revolucionarão saúde, segundo executivos

Sonali Basak e Ed Hammond

(Bloomberg) -- Os executivos do setor de saúde estimam que seus pares de empresas de tecnologia como a Alphabet, a matriz do Google, transformarão seu setor nos próximos três a cinco anos, segundo uma pesquisa do Lazard.

"Estamos vendo uma pressão de preço significativa no setor e a resposta a essa pressão de preço será a inovação", disse David Gluckman, codiretor do grupo de saúde global do Lazard, por telefone. "Não se trata apenas de inovação científica e tecnológica. Talvez o mais importante sejam os novos modelos de negócios."

Mais de 80 por cento dos consultados nos EUA e na Europa disseram que concorrentes não tradicionais, como a Apple e a Fitbit, terão um impacto no setor, informou o Lazard na segunda-feira ao divulgar sua pesquisa. Cerca de um quarto disse que a mudança será "transformadora" nos próximos três a cinco anos.

A Alphabet começou a investir em empreendimentos de saúde e biotecnologia e se uniu a empresas como a GlaxoSmithKline, maior fabricante de medicamentos do Reino Unido, para usar ciência para ajudar a tratar doenças. Os participantes da pesquisa disseram que a mudança mais transformadora será a precificação baseada no valor, modelo em que parte do dinheiro pode ser devolvido às seguradoras se um medicamento não funcionar conforme o esperado.

"Tem havido alguns questionamentos quanto a se a mudança para um pagamento baseado no valor continuaria nos EUA após a eleição do presidente Trump", afirmou o Lazard na pesquisa. "A pesquisa sugere fortemente que sim."

Gluckman, que é médico, fundou e operou uma clínica médica ambulatorial em Toronto antes de entrar no Lazard em 1998. O banco de investimento com sede nas Bermudas contratou Peter Orszag do Citigroup no ano passado para impulsionar o negócio de saúde. O Lazard assessorou a Johnson & Johnson em sua transação de US$ 30 bilhões em janeiro para comprar a Actelion. E trabalhou com a seguradora Aetna em uma tentativa de combinação com a rival Humana, acordo que fracassou devido a questões antimonopolistas.

O Lazard informou que entrevistou 213 executivos e 87 investidores em todo o mundo entre 9 de setembro e 20 de dezembro, em empresas farmacêuticas e bioquímicas; de aparelhos, tecnologia e diagnósticos médicos; e de serviços de saúde. Entre os executivos havia "CEOs, diretores financeiros e executivos envolvidos na tomada de decisões estratégicas", informou o banco de investimento.

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