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Indonésia nunca foi destino melhor para surfistas

Danae Mercer

(Bloomberg) -- Com suas ondas de primeiro nível, água quente e clima tropical, a Indonésia é o sonho de todo surfista. Contudo, as comunidades insulares remotas do país continuam enfrentando a malária, a mortalidade infantil e a falta de acesso a água potável.

Mas há boas notícias. Estão brotando no arquipélago organizações lideradas por surfistas. A Keep Bali Clean supervisionou uma competição local de surfe em abril passado para beneficiar os esforços de restauração das praias, e a SurfAid, uma consolidada organização internacional sem fins lucrativos, está trabalhando para melhorar a saúde nos destinos de surfe mais remotos do mundo.

Os resorts de luxo também estão aproveitando suas plataformas para engajar os turistas. Dois deles, em particular, estão liderando a iniciativa. O Kandui Villas, um reduto de 12 chalés nas isoladas ilhas Mentawai, funciona em colaboração com a Waves For Water para levar acesso a água potável àqueles que mais necessitam.

E o Nihiwatu, um resort com 33 residências na ilha de Sumba, lançou uma considerável organização sem fins lucrativos para melhorar o acesso local à saúde e alimentar crianças carentes em idade escolar. O impacto total: US$ 850.000 em 2016 e US$ 7 milhões nos últimos 16 anos. Graças à entrada constante de doações, a Sumba Foundation conseguiu reduzir o índice de malária na ilha em 85 por cento e oferecer saúde a 25.000 moradores locais.

A mensagem deles é clara: na Indonésia, o surfe está sendo usado como um canal para o bem. E os viajantes ansiosos por saltar nas ondas podem ajudar a definir a mudança.

Entardecer no Nihiwatu

Em uma noite recente de primavera, as crianças de Sumba se reuniram com seus cavalos em uma faixa de 2,4 quilômetros de praia privada do Nihiwatu, à espera para correrem pela areia. Isto simboliza as muitas atividades que o Nihiwatu usa para captar recursos; aqui, os hóspedes são convidados a apostar nos possíveis vencedores enquanto consomem canapés e drinques. Nessa noite eles levantaram apenas US$ 400, mas por aqui os eventos de pequena escala geram um impacto muito alto.

O surfista Claude Graves sabia que estava à procura de três coisas quando começou a criar o Nihiwatu: um lugar com boas arrebentações, acesso fácil ao oceano e um rico apelo cultural. "Sumba era inexplorada na época. O melhor mapa que eu consegui encontrar era de 1883", disse ele. Ou seja, cumpria todos os requisitos.

Além de 33 serenas residências com piscinas privadas, o Nihiwatu agora conta com uma casa de três dormitórios sobre um penhasco, um espaço para guardar botes e um estábulo privado para os cavalos originários de Sumba -- um cruzamento entre pôneis locais e cavalos árabes. Há até uma fábrica de chocolate artesanal, um aceno às plantações nativas de cacau de Sumba. As vendas de chocolate do resort -- que custam cerca de US$ 5 por barra -- também beneficiam a Sumba Foundation.

A clientela do Nihiwatu -- que paga mais de US$ 1.000 por noite no resort -- está em boa posição para fazer a diferença. "Eles surfam aqui, gastam bastante dinheiro, mas depois dobram a aposta e colocam dinheiro na fundação porque se envolvem emocionalmente com a comunidade", disse Graves.

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