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Maiores fortunas do Brasil perdem US$ 6,2 bi com crise de Temer

Justin Villamil e Jack Witzig

  • Scott Olson/AFP

A nova crise política no Brasil esmagou o valor de ativos brasileiros e custou às dezesseis pessoas mais ricas do país US$ 6,2 bilhões na quinta-feira (19), de acordo com o Índice Bloomberg Billionaires. Ações, títulos e o real caíram após o jornal "O Globo" ter noticiado suposto aval de Michel Temer para compra do silêncio de Eduardo Cunha.

O Ibovespa caiu 8,8% e o real teve a maior queda desde 2008. A queda reduziu os ganhos acumulados no ano dos dezesseis bilionários de 15,8% na terça-feira para 10,6%. Apesar da crise, Temer disse em pronunciamento que não vai renunciar.

O bilionário Joseph Safra, fundador do Banco Safra, sofreu a maior perda, de mais de US$ 1 bilhão. Jorge Lemann, a pessoa mais rica do Brasil e um dos três parceiros bilionários por trás da empresa de private equity 3G Capital, perdeu US$ 930 milhões. Juntos, os bilionários por trás da 3G, que controla a maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch InBev NV, perderam um total combinado de US$ 1,8 bilhão.

O único bilionário brasileiro que teve aumento no patrimônio líquido na quinta-feira foi o co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin, que adicionou US$ 159 milhões com a alta de 1,9% das ações da empresa.

O índice Bloomberg é um ranking diário das 500 pessoas mais ricas do mundo, que possuem US$ 4,8 trilhões.

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