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SpaceX de Elon Musk se junta às Forças Armadas dos EUA

Justin Bachman

(Bloomberg) -- Pouco tempo atrás, o fundador da SpaceX, Elon Musk, quebrou o que certa vez chamou de monopólio de lançamentos espaciais do Departamento de Defesa (DOD, na sigla em inglês), entrando com sucesso em um negócio dominado pela United Launch Alliance.

O apetite do DOD pelo acesso ao espaço é voraz, dados os inúmeros papéis de reconhecimento, defesa e comunicação existentes nesse campo, além de um futuro no qual os conflitos quase certamente envolverão recursos espaciais. A ação judicial de 2014 de Musk contra o governo foi resolvida fora dos tribunais e o Pentágono certificou a SpaceX, também conhecida como Space Exploration Technologies Corp., como fornecedora qualificada de lançamentos espaciais militares.

A primeira apresentação da SpaceX para os militares se deu em maio, quando lançou um satélite para o Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO, na sigla em inglês). Mas, em um sentido muito público, Musk e o governo neste verão no Hemisfério Norte testarão a teoria de que os lançamentos espaciais mais baratos são adequados para missões militares sensíveis.

Em agosto, a SpaceX transportará uma das primeiras plataformas altamente confidenciais do Pentágono em órbita. A nave espiã X-37B, uma versão em miniatura e não tripulada da Space Shuttle, registra missões com mais de um ano de duração. A estadia mais recente da X-37B terminou em maio depois de mais de 700 dias circulando ao redor da Terra. A Boeing construiu duas naves do tipo, sendo que a primeira foi lançada em 2010. O lançamento de agosto será o quinto voo do programa.

Uma das principais razões do apelo da SpaceX para a cúpula do Pentágono: o preço. Com lançamentos que custam a partir de US$ 61 milhões, a empresa de Musk conseguiu ganhar de sua rival mais consolidada no preço. A United Launch Alliance, joint venture formada pela Boeing e a Lockheed Martin com sede em Colorado, EUA, possui um recorde imaculado de mais de 100 lançamentos, mas ainda está trabalhando para reduzir seu custo para menos de US$ 100 milhões. Planeja consegui-lo até 2019.

Na sexta-feira, o presidente e diretor-executivo da ULA, Salvatore "Tory" Bruno, disse no Twitter que sua empresa queria competir pelo lançamento do X-37B, mas não teve a chance de fazê-lo.

"A ULA permanece totalmente empenhada em continuar apoiando as missões de segurança nacional dos Estados Unidos com serviços de lançamento de classe mundial", disse a porta-voz Jessica Rye, por e-mail. Um porta-voz da SpaceX, John Taylor, encaminhou as perguntas à Força Aérea, que não respondeu aos pedidos de comentários.

Enquanto promovem seus recordes, os funcionários da ULA também argumentam que a comparação de custos não é tão simples porque a joint venture fornece as plataformas redundantes DOD e outros sistemas de lançamento, com seus foguetes Atlas e Delta, para garantir a prontidão para lançamento a qualquer momento -- algo que suas rivais não oferecem.

O novo papel da SpaceX como contratada militar é uma importante fonte de renda para a empresa de Musk e complementa seus contratos com a NASA para as missões de reabastecimento da Estação Espacial Internacional. Seu plano muito mais ambicioso, o de transportar astronautas para a EEI, está programado para o ano que vem.

Em fevereiro, a SpaceX informou que também levaria dois turistas espaciais privados para uma volta na Lua em 2018, mas não revelou as identidades deles, nem quanto pagaram pela viagem.

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