Jack Ma pretende atrair lojas e gerar empregos nos EUA

Selina Wang

(Bloomberg) -- Sam Wolf levou o negócio de saúde e bem-estar da família para a internet há mais de uma década. A empresa com sede em Conshohocken, na Pensilvânia, EUA, administra seu próprio depósito e vende milhares de produtos de nutrição em dezenas de países por meio de seu próprio website, pela Amazon.com e pelo eBay. Mas todo esse conhecimento não preparou Wolf para a experiência de vender na China por meio das lojas on-line do grupo Alibaba.

A maioria das pequenas empresas dos EUA não tem reconhecimento de marca na China para se destacar entre os milhões de produtos anunciados nos sites da Alibaba, muito menos a experiência necessária para levar um produto de um depósito nos EUA até a porta do consumidor chinês, driblando a burocracia para ter acesso a um mercado que, de outra forma, seria inacessível. A Alibaba é o shopping-center virtual que abriga as marcas, mas os vendedores são responsáveis pela produção e pela distribuição, com pouca visão em relação à demanda por seus produtos.

"Se você quer ficar rico rapidamente vendendo na China, esta não é a maneira de fazê-lo", disse Wolf, que criou a loja online LuckyVitamin em 2005. "Há um investimento inicial e um risco inerente. Não é como vender produtos na Amazon e no eBay, sites nos quais basta se inscrever e listar os itens."

Ainda assim, empresários como Wolf são os vendedores que o presidente do conselho da Alibaba, Jack Ma, quer seduzir ao chegar a Detroit, EUA, nesta semana para a conferência Gateway, oferecida por sua empresa. O evento de dois dias está atraindo milhares de donos de negócios dos EUA, de fazendeiros a gerentes de marcas mais estabelecidas, para que aprendam como ser bem-sucedido na China por meio da Alibaba. Ma busca cumprir a promessa que fez ao presidente dos EUA, Donald Trump, no início do ano, de criar um milhão de empregos nos EUA.

Apesar de ter sido vista como boa diplomacia após o duro discurso de campanha de Trump sobre comércio e tarifas com a China, a oferta de Ma não foi puramente altruísta. Ma tem grandes ambições. Ele deseja que a Alibaba se transforme em uma das economias mais poderosas do mundo, atendendo a 2 bilhões de pessoas e ajudando 10 milhões de pequenas empresas a realizarem transações na internet. Segundo seu próprio cálculo, Ma afirma que a China conseguirá prover apenas 40 por cento desse mercado. O restante terá que ser encontrado no exterior.

Isso é o que leva o homem mais rico da China ao coração dos EUA. O evento contará com discursos do próprio Ma e de sua equipe executiva, do CEO da United Parcel Service, David Abney, e da apresentadora de TV Martha Stewart, além de painéis com pequenas empresas dos EUA, como a de Wolf, que já estão vendendo em um dos shoppings virtuais da Alibaba. A Alibaba oferece aos vendedores a oportunidade de alcançar quase meio bilhão de compradores em seus sites, mas o caminho até esses consumidores está cheio de obstáculos, que vão da barreira do idioma às diferenças em entender o comprador chinês.

Título em inglês: Jack Ma Woos Mom and Pop Shops in U.S. Jobs Push

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