Bolsas

Câmbio

Corte de custo de petroleiras é varrido por nova queda do barril

Rakteem Katakey

(Bloomberg) -- As empresas de petróleo passaram três anos reduzindo despesas e demitindo funcionários para protegerem seus lucros. Agora, estão vendo o trabalho duro ir por água abaixo, já que os preços entraram em um novo bear market.

O MSCI World Energy Sector Index caminha para o segundo trimestre seguido de declínios, refletindo a queda do petróleo. As 90 empresas que compõem o índice, que inclui gigantes como a Exxon Mobil e a Royal Dutch Shell, perderam coletivamente US$ 115 bilhões em valor de mercado desde o início de abril, segundo dados compilados pela Bloomberg.

"As maiores empresas estão melhorando muito em termos operacionais", disse Iain Armstrong, analista da Brewin Dolphin, que possui ações de grandes produtoras de energia. "Mas o preço do petróleo continuará direcionando as ações" e as perspectivas não são boas.

As empresas de energia começaram o ano com otimismo. Apresentaram os melhores desempenhos do MSCI World Index em 2016 depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados fecharam acordo para reduzir a produção em dezembro. Contudo, o melhor lucro de um primeiro trimestre em anos deu lugar à percepção de que o acordo histórico da Opep não estava eliminando o excesso de oferta global tão rapidamente quanto se pretendia. Nem mesmo o prolongamento dos cortes até março de 2018 pôde impedir os preços de apontarem para o maior declínio trimestral desde 2015.

O petróleo Brent, referência global, caiu cerca de 10 por cento desde o início de abril, enquanto a produção dos EUA aumentou e as centenas de milhões de barris em estoques excedentes de combustível se mostram difíceis de mudar.

Corte de custos

As empresas reagiram rapidamente à desaceleração que começou três anos atrás, depois que os preços caíram de mais de US$ 100 o barril para menos de US$ 50 atualmente. As produtoras pressionaram seus fornecedores com renegociações de contratos, adiaram ou cancelaram projetos caros e eliminaram dezenas de milhares de empregos para mostrar ao mundo que poderiam viver com os preços menores do petróleo.

Os resultados do primeiro trimestre mostraram uma certa recompensa por todo esse trabalho. O lucro por empregado havia caído de forma constante para Exxon Mobil, Shell, BP e Chevron no período de crise. No caso da Shell, a métrica dobrou nos três primeiros meses do ano em comparação com o período anterior, enquanto os lucros subiram.

A Exxon e a Shell cobriram seus dividendos com o caixa das operações do primeiro trimestre a um preço médio para o petróleo Brent de pouco menos de US$ 55. A BP, que não gerou dinheiro suficiente para cobrir o pagamento no período de três meses até março, poderá fazê-lo neste ano se o petróleo estiver entre US$ 50 e US$ 55, disse o diretor financeiro da empresa, Brian Gilvary, em maio.

O resultado ainda não é positivo o suficiente para que essas empresas possam começar a quitar dívidas ou expandir os investimentos. O Brent era negociado a US$ 47,63 às 12h28 desta sexta-feira em Londres e bancos como Goldman Sachs e Citigroup ainda estão reduzindo suas expectativas de preços para este ano.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos