Disney revela modelo 3D de 'Guerra nas Estrelas' para fãs

Christopher Palmeri

(Bloomberg) -- A Walt Disney mostrou aos fãs a primeira imagem tridimensional do projeto dos novos parques de "Guerra nas Estrelas" que estão sendo construídos na Flórida e na Califórnia com montanhas pontudas, um bar em um domo de metal e uma floresta repleta de rebeldes ardilosos.

A Disney revelou as maquetes em um pré-lançamento da D23 Expo, um evento bienal de três dias que começa nesta sexta-feira em Anaheim, Califórnia. "Estes são os parques mais ambiciosos que já construímos", disse Bob Chapek, presidente da divisão de parques da Disney, na quinta-feira no lançamento.

Os projetos fazem parte de um novo foco no investimento em parques. No ano passado, a companhia abriu seu primeiro resort na China Continental, o Disney Shanghai Resort, de US$ 5,5 bilhões. Depois, vieram "Avatar" em Orlando, Flórida, e uma reforma da Tower of Terror com tema de "Guardiões da Galáxia" na Califórnia. Outros investimentos estão programados, incluindo parques "Toy Story" em Orlando e Xangai.

A maior empresa de entretenimento do mundo anunciou os planos para "Guerra nas Estrelas" na exposição há dois anos. Com um custo aproximado de US$ 1 bilhão cada, os parques terão um passeio simulado na espaçonave Millennium Falcon e uma atração que coloca os visitantes no meio de uma batalha entre a maligna Primeira Ordem e a Resistência.

As atrações devem abrir em 2019 no Disney's Hollywood Studios em Orlando e no parque original da companhia, a Disneylândia, em Anaheim.

Projeta-se que a divisão de parques temáticos, a segunda maior da companhia, depois da divisão de televisão, responderá pela maior parte do crescimento dos lucros da Disney até 2020, segundo estimativas de Barton Crockett, analista da FBR & Co. Os resultados da TV a cabo, que geraram mais de 40 por cento dos lucros da Disney em 2016, devem permanecer estagnados porque essa unidade enfrenta a transição do público a opções de vídeo on-line, como Netflix.

A divisão de parques também enfrenta desafios, porque a Disney tenta preservar o fluxo de visitantes embora estipule preços para que os parques não fiquem lotados demais, o que estragaria a experiência. Em parte por causa do aumento de preços, o público diminuiu no ano passado em todos os parques da empresa, exceto em Shanghai Disneyland, aberto recentemente, de acordo com dados da empresa de consultoria Aecom.

Novas atrações são um dos modos de instigar os visitantes e estimular mais gastos em alimentos, mercadorias e quartos de hotel. Os aumentos de preço, particularmente durante temporadas altas, podem ajudar a equilibrar a demanda, disse Chapek em uma entrevista.

"Se tudo se resumisse ao público, seríamos vitoriosos em qualquer momento", disse ele.

A Disney, com sede em Burbank, Califórnia, vai entreter o público da D23 neste fim de semana com amostras de pré-estreias de filmes e a oportunidade de comprar produtos exclusivos em dezenas de lojas situadas no Centro de Convenções de Anaheim. Uma entrada para um único dia do evento para adultos que não sejam membros do fã clube Disney custa US$ 81.

Versão em português: Patricia Xavier em Sao Paulo, pbernardino1@bloomberg.net.

Repórter da matéria original: Christopher Palmeri em Los Angeles, cpalmeri1@bloomberg.net.

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