Consumidores ingleses abandonam sacolas de plástico após imposto

Jessica Shankleman

(Bloomberg) -- O número de sacolas de plástico entregues pelas lojas de grande porte na Inglaterra caiu 83 por cento desde que elas começaram a cobrar um imposto pelo uso, mostram dados do governo publicados nesta sexta-feira.

Em média, agora um consumidor inglês leva para casa por ano umas 25 sacolas dos principais supermercados, em comparação com cerca de 140 sacolas antes da implementação da cobrança, em outubro de 2015, segundo o primeiro ano completo de dados registrados pelo Departamento de Assuntos Ambientais, Alimentares e Rurais (Defra, na sigla em inglês).

Grandes varejistas devem cobrar dos compradores 5 pence (US$ 0,06) por cada sacola utilizada, que posteriormente são doados a causas beneficentes. A ideia do imposto é estimular as pessoas a reutilizar as sacolas em vez de jogá-las fora, onde elas podem acabar em aterros sanitários, ficar presas em árvores ou poluir os oceanos. Cerca de oito milhões de toneladas de plástico chegam aos mares do mundo por ano e são ingeridos por 31 espécies de mamíferos marinhos e por mais de 100 espécies de aves marinhas, segundo o Defra.

O secretário de Meio Ambiente, Michael Gove, elogiou os números em um discurso nesta sexta-feira e confirmou que o governo também apresentaria uma lei neste ano para proibir a venda e a fabricação de microbolhas de plástico usadas em cremes dentais, sabonetes líquidos e outros cosméticos.

"Analisaremos novos métodos de reduzir a quantidade de plástico - em particular de garrafas de plástico - que chegam a nossos mares, melhorar os incentivos para diminuir a geração de lixo e revisar as punições disponíveis para lidar com os poluidores - tudo faz parte de uma nova estratégia para resíduos e recursos que procura oportunidades fora da UE", disse ele.

Os sete principais supermercados do Reino Unido distribuíram 6 milhões de sacolas menos entre abril de 2016 e abril de 2017 em comparação com 2014, antes da implementação da cobrança. Mais de 66 milhões de libras esterlinas foram doadas a instituições de caridade, informou o Defra.

País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte também cobram aos compradores pelas sacolas. Bangladesh, Itália, China e África do Sul proibiram os sacos plásticos.

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