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Airbnb oferecerá benefícios exclusivos no Japão

Naomi Schanen

(Bloomberg) -- O Airbnb pretende oferecer experiências únicas no Japão, dando aos clientes a oportunidade de se hospedar em templos, estações ferroviárias e outros lugares incomuns.

A startup de compartilhamento de casas com sede em São Francisco trabalhará nessa iniciativa com a Blue Lab, um empreendimento de tecnologia financeira financiado pela Mizuho Financial Group, afirmaram as empresas nesta terça-feira em um comunicado.

O Japão é o mercado do Airbnb que mais rapidamente cresce e hoje tem mais de 53.000 anúncios. Em 2016, mais de 24 milhões de turistas visitaram o país, que bateu o recorde em quatro anos consecutivos, segundo a Organização Nacional de Turismo. Após anos de obstáculos regulatórios, o governo japonês aprovou uma lei neste ano que define as normas para o compartilhamento de residências. A lei fomenta iniciativas para ampliar o número e a variedade de alojamentos disponíveis para os visitantes.

"É um excelente modo de reunir diferentes empresas e ideias para oferecer serviços melhores aos clientes, para que eles desfrutem e vivenciem o verdadeiro Japão", disse Daisuke Yamada, presidente da Blue Lab, em uma entrevista coletiva em Tóquio. "Com nossas conexões, nossos conhecimentos financeiros e a plataforma internacional do Airbnb, esperamos fomentar a excelência do atendimento japonês."

O Airbnb e a Blue Lab pretendem introduzir mais adicionais semelhantes aos dos hotéis, como limpeza de quarto e serviços personalizados para visitantes idosos. Outros turistas talvez queiram participar de eventos locais, como orações nos templos ou festivais, disseram eles. Globalmente, o Airbnb procura novas formas de oferecer serviços parecidos com os hoteleiros a clientes que pagam mais.

Além disso, o Mizuho Bank afirmou que ajudaria proprietários e empresas fornecendo financiamento e outros serviços. A Blue Lab, financiada pela Mizuho e pela empresa de capital de risco WiL, busca oferecer serviços de pagamentos, produtos baseados em blockchain e outros serviços de tecnologia financeira.

Existe também a concorrência local. No mês passado, a Rakuten e a operadora de anúncios imobiliários Lifull anunciaram planos para ingressar no setor de compartilhamento de moradia. A HomeAway, parte da Expedia, também oferece opções de hospedagem em residências compartilhadas no Japão.

O Airbnb, avaliado em US$ 29 bilhões, alojou 3,7 milhões de visitantes no Japão no ano passado. Como Tóquio será a sede da Copa do Mundo de Rugby e dos Jogos Olímpicos, o governo projeta receber 40 milhões de visitantes até 2020.

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