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Minério de ferro se manterá na faixa de US$ 70, diz RBC

Jasmine Ng e Haidi Lun

(Bloomberg) -- O minério de ferro deverá se manter acima de US$ 70 por tonelada até o fim de dezembro depois de subir devido à demanda chinesa, segundo a RBC Capital Markets, que diz estimar que o avanço da commodity provocará atualizações generalizadas das projeções de preços.

A matéria-prima disparou desde meados de junho em um momento em que a China está reformando sua enorme indústria siderúrgica, o que inclui o fechamento de plantas menos eficientes, disse o analista Paul Hissey, em entrevista à Bloomberg Television na segunda-feira. A medida reforçou a demanda pela produção das usinas remanescentes, o que apoia as margens.

O minério de ferro mostrou grande volatilidade neste ano, subindo para quase US$ 95 por tonelada em fevereiro e posteriormente caindo para cerca de US$ 50 em meados de junho quando ressurgiram os temores sobre excesso de oferta. Agora, o minério se recuperou novamente em meio ao boom do aço na China e a perspectiva da RBC para uma sequência sustentada acima dos US$ 70 contraria as estimativas de queda forte, inclusive do Barclays. A RBC ocupou a terceira posição, juntamente com o Citigroup, em termos de previsão de preços no segundo trimestre, segundo dados compilados pela Bloomberg.

"O minério está aguentando muito bem e estimamos que manterá esses níveis de mais de US$ 70 de agora pelo resto do ano", disse Hissey. Após um "começo difícil" em 2017, eu "esperaria a partir de agora revisões de consenso", disse ele.

O minério com 62 por cento de teor ferroso entregue em Qingdao subiu 2,4 por cento na segunda-feira, para US$ 79,81 por tonelada, nível mais alto desde abril, segundo a Metal Bulletin. Os preços, que subiram por seis semanas consecutivas, maior série de vitórias desde 2010, registram média de cerca de US$ 73 até esta altura do ano, beneficiando mineradoras como Rio Tinto, BHP Billiton e Vale.

Ainda há muitos pessimistas no mercado. A commodity pode ver seus ganhos desfeitos no segundo semestre à medida que a produção de aço da China voltar a cair após o ritmo recorde em um momento em que as mineradoras internacionais estão ampliando os volumes, segundo a Capital Economics, que ficou na primeira posição entre os analistas no segundo trimestre. O Barclays afirmou que vê uma média de US$ 50 no quarto trimestre.

O Goldman Sachs é um dos bancos que atualizaram recentemente suas projeções de preços para o minério de ferro. No mês passado, o banco ampliou sua perspectiva de três meses em 27 por cento, para US$ 70 por tonelada, e ao mesmo tempo manteve uma visão pessimista para 2018 em meio ao aumento da oferta das minas. O UBS Group afirmou que é improvável que os preços se mantenham na casa dos US$ 70 depois do terceiro trimestre porque a atividade da construção na China deverá diminuir e a oferta aumentará, segundo relatório recebido na segunda-feira.

--Com a colaboração de Wei Lu Rishaad Salamat e David Stringer

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