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Nem todos ganham com a consolidação do setor de esqui

John Gittelsohn

20/10/2017 13h03

(Bloomberg) -- Adriaan Demmers passa a maioria dos fins de semana do inverno boreal trabalhando como instrutor no Chicopee Ski & Summer Resort, uma pista de esqui para principiantes perto de sua casa em Guelph, Ontário. Mas o agente imobiliário e sua esposa também passaram 57 dias do inverno passado em pistas espalhadas de Maine a Utah, usando um MAX Pass, que, por US$ 679, compra até cinco dias cada em 44 montanhas da América do Norte. A média do setor para um passe de um dia é de US$ 113, o que significa que Demmers teria gasto o mesmo após seis dias nas pistas.

"Não se trata apenas de economizar dinheiro", diz Demmers, 58. "É uma oportunidade de ir a todos esses resorts."

Com o MAX, um acrônimo para Multi Alpine Experience, a família Demmers foi a picos que normalmente não cogitariam. Uma das surpresas foi Mount Bachelor, um despretensioso resort na região central de Oregon com 1 quilômetro vertical de pistas e quilômetros de trilhas abertas. Foi a primeira etapa de uma jornada de um mês que passou por Crystal Mountain, em Washington; Big Sky, em Montana; Solitude, em Utah; e Steamboat e Winter Park, no Colorado.

Este novo tipo de passe de temporada, que oferece pequenas amostras de cada lugar, talvez seja a maior mudança do setor de esqui nos últimos anos. Além do MAX Pass, o Mountain Collective, de US$ 489, oferece dois dias em cada um de seus 16 destinos, das Montanhas Rochosas Canadenses à Austrália, e o Epic Pass, um ingresso com tecnologia RFID, custa US$ 899 e oferece acesso rápido e ilimitado a 16 montanhas pertencentes à Vail Resorts.

As duas são as principais protagonistas de uma tendência crescente que oferece aos praticantes de esqui e snowboard um alívio em relação aos caros preços dos ingressos das montanhas, acesso à neve de primeira em anos de seca e incentivos para visitar diferentes picos. Elas também dão indícios de uma tendência de consolidação no setor, liderada pela Vail Resorts e por afiliadas de sua rival com sede no Colorado, a Aspen Skiing.

Dólares e centavos

A maioria dos passes de temporada compensa após quatro ou seis visitas se comparados com os custos do ingresso de um dia na bilheteria, que estão subindo mais rápido do que a inflação. De acordo com uma apresentação da Associação Nacional de Áreas de Esqui, os ingressos para um dia de fim de semana custaram em média US$ 113 no inverno passado, em contraste com US$ 90 na temporada 2013-2014.

Os passes não são econômicos para todos. Mesmo para quem tem experiência em viajar para esquiar, como Kary York, que organizou viagens durante sete anos para o S'no Joke Club, de Seattle, o número de opções pode ser confuso. Por exemplo, o passe da Mountain Collective se limita a dois dias livres em cada uma das 16 montanhas ? e ingressos adicionais são vendidos com um desconto de 50 por cento em relação ao preço da bilheteria. É um ótimo negócio para um esquiador que pode pular de resort em resort nos fins de semana; para alguém que passa umas férias de uma semana em um só lugar, talvez não valha a pena.

York, que trabalha como caça-talentos no setor de seguros, diz que passa "um tempão" analisando as opções antes de cada temporada de esqui. Nas palavras dela: "Você tem que ler as letras miúdas".

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