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Funcionárias processam Wal-Mart por discriminação de gênero

Jordyn Holman

(Bloomberg) -- O Wal-Mart está sendo processado mais uma vez por um grupo de mulheres que afirmam que enfrentaram discriminação de gênero quando trabalhavam na maior empresa de varejo do mundo.

Na ação aberta na segunda-feira no tribunal federal da Flórida, as reclamantes afirmam que tiveram oportunidades de promoção negadas e que não receberam salários equivalentes aos de seus colegas do sexo masculino tanto para cargos em lojas com salários por hora quanto em certos cargos de gestão com salários fixos. Muitas das mulheres começaram a trabalhar na empresa de varejo na década de 1990.

O processo faz parte do legado da ação Dukes v. Wal-Mart Stores Inc., de 2001, que acusou a empresa de manter um padrão de discriminação contra as mulheres no tocante a promoção, remuneração, treinamento e atribuição de trabalho. O processo ganhou status de ação de classe em 2004, representando 1,6 milhão de funcionárias.

Em 2011, a Corte Suprema dos EUA reverteu a decisão que concedeu status de classe e impôs revisões nas diretrizes para ações coletivas relacionadas a discriminação no trabalho. Betty Dukes, funcionária do Wal-Mart cujo nome foi ligado à ação coletiva por discriminação, morreu em julho passado.

"A classe que as querelantes agora alegam não é mais apropriada do que a classe nacional já rejeitada pela Corte Suprema", disse Randy Hargrove, porta-voz do Wal-Mart, em comunicado. "Essas afirmações são inadequadas para o tratamento como ação de classe porque as situações individuais são muito diferentes e porque as queixas não são representativas das centenas de milhares de mulheres que trabalham no Wal-Mart."

'Não justificados'

As sete querelantes do último caso, Forbes v. Wal-Mart Stores Inc., eram membros da classe nacional certificada no caso Dukes. Tendo como alvo as diretrizes revisadas pela Corte Suprema, a ação se concentra em acusações de trabalhadoras da região sudeste dos EUA.

"O Wal-Mart manteve um padrão ou prática de discriminação de gênero no tocante à remuneração e às promoções", diz a ação. "E em cada uma das regiões acima as políticas e práticas de remuneração e promoção do Wal-Mart tiveram impactos diferentes, não justificados pela necessidade do negócio, sobre as mulheres funcionárias da região."

Entre essas práticas estão as políticas de promoção da empresa, a decisão de não publicar vagas de emprego abertamente e os requisitos de realocação e viagem para cargos administrativos, diz a ação.

Estas acusações fazem parte somente de uma das cerca de 2.000 reclamações abertas na Comissão de Oportunidades Iguais de Trabalho dos EUA alegando preconceito nas remunerações e nas promoções no Wal-Mart após a rejeição da ação de classe nacional, em 2011. O Wal-Mart tem 94.000 funcionários e 293 lojas, incluindo a Sam's Clubs, na Flórida, onde o processo foi aberto.

As querelantes pedem indenização em dinheiro, incluindo salários atrasados e danos por remuneração e benefícios perdidos.

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