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Fundos estrangeiros abocanharam ADRs da Vale no 3º trimestre

Luzi-Ann Javier

(Bloomberg) -- Fundos de hedge e outros investidores estrangeiros de peso aumentaram apostas na Vale no terceiro trimestre. A maior produtora mundial de minério de ferro deve encerrar o ano com o maior lucro desde 2013.

Os fundos compraram um total de 470 milhões de ADRs (American Depositary
Receipts - recibos equivalentes a ações negociados no mercado dos EUA) da companhia brasileira, de acordo com informações oficiais compiladas pela Bloomberg até 15 de novembro. Foi o segundo maior aumento de posição desses investidores no setor de matérias-primas.

O Duquesne Family Office, do bilionário Stan Druckenmiller, comprou ADRs da Vale avaliados em US$ 25 milhões, segundo dados até 30 de setembro. Arrowstreet Capital e Two Sigma Advisers também compraram papéis da Vale no trimestre passado.

A empresa sediada no Rio de Janeiro produz quantidades recordes de um minério com alto teor de ferro que gera menos poluição no processo de fabricação de aço, justamente quando a China tenta reduzir as emissões de poluentes. Com o aumento dos prêmios pelo minério de melhor qualidade, a Vale deve registrar lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização de US$ 14,5 bilhões neste ano, segundo a estimativa média de analistas na apuração da Bloomberg. Seria o maior ganho desde 2013.

Após sinalizar inicialmente um desejo de transformar a companhia mais profundamente, o novo presidente, Fábio Schvartsman, parece estar contente em apenas ajustar a estratégia de corte de custos definida por seu antecessor. Ele também tenta mudar a situação de ativos de pior desempenho, como as operações de níquel na Nova Caledônia.

A Vale está simplificando sua estrutura societária com um plano para acabar com um pacto de 20 anos entre acionistas como fundos de pensão e o BNDES, além de listar ações no segmento que exige maior nível de governança corporativa na bolsa.

Analistas do Barclays, incluindo Amos Fletcher, elevaram o preço-alvo para o ADR da Vale de US$11 para US$12 em 24 de outubro, citando "impulso dos lucros, rápida desalavancagem, melhoras estruturais de margem e múltiplos atraentes".

--Com a colaboração de R.T. Watson

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