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Baidu processa ex-executivo por suposto roubo de segredos

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A Baidu está processando o antigo chefe de sua divisão de direção autônoma e a startup que ele criou há meses pelo suposto roubo de tecnologia interna, em medida para proteger propriedade intelectual considerada vital para o crescimento futuro da empresa.

O processo tem semelhanças com a disputa entre a Waymo, pertencente à Alphabet, e a Uber Technologies sobre a acusação de que um ex-executivo levou dados valiosos consigo ao mudar de time. A empresa dona do maior mecanismo de busca da China está processando a JingChi, liderada pelo ex-executivo Wang Jing, no Tribunal de Propriedade Intelectual de Pequim, anunciou a Baidu. A companhia quer 50 milhões de yuans (US$ 7,6 milhões) e o pagamento dos custos do processo como indenização, e exige que a startup deixe de usar qualquer tecnologia supostamente roubada.

A Baidu está acelerando os esforços para se tornar a principal fornecedora de carros autônomos da China, em disputa com empresas como a Tesla para desenvolver uma tecnologia com potencial transformador. A Baidu apelidou a abordagem de código aberto de "Apollo" e agora busca a contribuição de fabricantes de carros e pares do setor de tecnologia para se defender de rivais locais como a Didi Chuxing, que está captando bilhões de dólares para pesquisas.

Fundada em abril, a JingChi arrecadou US$ 52 milhões em uma rodada de investimentos em setembro com investidores como Qiming Venture Partners e Nvidia. A empresa está licenciada para testar veículos autônomos nas ruas da Califórnia e fechou acordos para empregar carros autônomos na cidade de Anqing, na região leste da China. Wang disse na sexta-feira que as acusações da Baidu eram infundadas e que a equipe jurídica da JingChi estava preparando uma resposta.

"A ação judicial da Baidu é totalmente infundada. Nossos advogados responderão com embasamento factual e jurídico", disse ele, em comunicado enviado por mensagem, acrescentando que sua empresa lidera o país em tecnologia de direção autônoma. "Nossa sede voltará para a China e, dentro de duas semanas, mostraremos nossa capacidade tecnológica."

A Baidu também afirma que Wang violou acordos contratuais e recrutou pessoal técnico da gigante de buscas on-line para a JingChi. Os 50 milhões de yuans pedidos são um valor baixo frente às indenizações das ações dos EUA, mas relativamente alto para os padrões chineses.

"O caso já tramita na Justiça e, para saber mais, por favor procure as informações divulgadas pelos tribunais ao público", afirmou a Baidu em comunicado.

--Com a colaboração de Ying Tian

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