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Cinco produtores solares que ganharão com tarifa de Trump

Brian Eckhouse

(Bloomberg) -- O presidente Donald Trump decidiu aplicar tarifas aos equipamentos solares importados pelos EUA por quatro anos.

Muitos perdem com a decisão: fabricantes chineses, instaladores de painéis de telhado dos EUA e desenvolvedores de energias renováveis, incluindo distribuidoras de eletricidade que planejam parques solares em grande escala. Mas alguns atores do setor também deverão ganhar com a medida -- alguns surpreendem mais do que outros.

Veja quem são:

First Solar

A First Solar, com sede em Tempe, Arizona, é obviamente quem mais ganha com a decisão. O motivo é que a empresa fabrica parte de seus painéis nos EUA. Além disso, o tipo de painel de filme fino que produz pode ficar isento das tarifas aprovadas por Trump na segunda-feira.

Wall Street vem prevendo um impulso para a First Solar há meses. A disputa comercial gerou forte procura por seus painéis até 2019 e as ações da empresa subiram quase 140 por cento desde o início do litígio que resultou nas tarifas de Trump.

Gigafábrica da Tesla

Depois, vem a Tesla. Seria possível pensar que, como grande instaladora de painéis solares em telhados, a Tesla sairia como grande perdedora. Mas, por coincidência, a empresa de Elon Musk com sede em Palo Alto, Califórnia, abriu recentemente uma das suas chamadas gigafábricas em Buffalo, Nova York, com a Panasonic. A planta fabrica equipamentos solares.

Em comunicado, na segunda-feira, a Tesla mencionou a fábrica e afirmou que está empenhada em expandir a fabricação doméstica "independentemente da decisão sobre a tarifa solar".

SolarWorld, Suniva

As duas fabricantes do setor solar que pressionaram o governo Trump a aplicar as tarifas, SolarWorld Americas e Suniva, claramente saem vencedoras -- apesar de a decisão de Trump ter ficado abaixo das expectativas.

A Suniva pedia tarifas de US$ 0,32 por watt para as importações. As tarifas de Trump se traduzem em uma cobrança de cerca de US$ 0,10 por watt, segundo Hugh Bromley, analista da Bloomberg New Energy Finance em Nova York.

Ainda assim, as tarifas podem ampliar o valor das empresas -- e ajudar seus devedores -- no momento em que estudam possíveis vendas. E podem ser um passo para resolver uma disputa comercial muito maior do setor solar com a China, que remonta a 2012, pelo menos. Trump disse em seu comunicado que o representante de Comércio dos EUA realizará discussões que podem levar a uma "solução positiva" para as medidas comerciais do setor solar anteriormente impostas aos produtos solares chineses e ao polissilício dos EUA.

E, finalmente, veja só: fabricantes chineses

A perspectiva das tarifas já havia levado algumas empresas de energia solar asiáticas a estudarem a construção de fábricas nos EUA, incluindo a chinesa Longi Green Energy Technology. Se avançar com esses planos, a empresa poderá permanecer no jogo e ganhar uma vantagem sobre os pares do exterior.

E se as tarifas realmente conduzirem a uma resolução da disputa comercial solar muito maior entre a China e os EUA e relaxarem as taxas impostas anteriormente, o Credit Suisse vê outro fator positivo para as fabricantes chinesas do setor solar:

"Essa resolução poderia equiparar os preços dos produtos solares chineses aos das importações de outros países", disseram analistas do banco, incluindo Michael Weinstein, em relatório na segunda-feira.

--Com a colaboração de Dana Hull

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