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Bayer acha que seu remédio oftalmológico aguentará concorrência

Naomi Kresge

24/01/2018 13h12

(Bloomberg) -- O diretor de cuidados oftalmológicos da Bayer disse que está otimista com o futuro do Eylea, o segundo medicamento mais vendido da empresa, apesar da ameaça de concorrência de novos remédios.

A Bayer conserva uma previsão de 2,5 bilhões de euros (US$ 3,1 bilhões) para o pico de vendas do medicamento, que compete com o Lucentis, da Roche Holding e da Novartis, disse Rafiq Hasan, chefe global de oftalmologia da empresa com sede em Leverkusen, na Alemanha. O crescimento das vendas no quarto trimestre ficou em linha com o do trimestre anterior, quando a receita do Eylea subiu 15 por cento, para 469 milhões de euros, disse Hasan.

"Esperávamos ver um quadro semelhante", disse Hasan em uma entrevista. "Estamos bastante otimistas e achamos que os resultados do ano cheio vão refletir o que vimos no terceiro trimestre."

O maior desafio pode estar por vir, porque a Novartis está avançando com o brolucizumab, um medicamento experimental que superou o Eylea em um par de ensaios clínicos no ano passado. A Bayer e sua parceira Regeneron Pharmaceuticals, que comercializa o Eylea nos EUA, não conseguiram até agora desenvolver um medicamento subsequente. Os resultados do teste da Novartis indicam que seu medicamento pode ser um sério concorrente - mas a farmacêutica suíça provavelmente não poderá solicitar a aprovação regulatória antes do final do ano, de acordo com a Bloomberg Intelligence.

Nesse ínterim, a Bayer se beneficiará de novos ensaios clínicos que mostram que o Eylea pode ser injetado menos frequentemente no olho do que se pensava anteriormente, uma benção para os pacientes idosos, disse Hasan.

Embora o Eylea não se inclua nas principais áreas de foco da Bayer, oncologia e cardiologia, o conglomerado alemão de medicamentos e produtos químicos continua procurando licenças "oportunas" e colaborações para revigorar sua oferta de produtos de cuidados oftalmológicos em preparação, disse Hasan.

"O desafio é encontrar produtos que estejam na clínica", disse ele. "Nós realmente queremos algo que seja revolucionário. Esse é o ponto de referência que estabelecemos."

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