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Shell decide expandir postos de gasolina enquanto rivais recuam

Kevin Orland

(Bloomberg) -- Enquanto muitos produtores de petróleo recuam em suas operações de varejo, a Royal Dutch Shell aumenta sua aposta.

A Shell, que tem cerca de 44.000 postos de combustível em todo o mundo, abriu sua primeira unidade no México no ano passado, o começo de investimentos de US$ 1 bilhão durante a próxima década. A Shell também está aumentando os gastos na China, na Índia, na Indonésia e na Rússia, disse István Kapitány, diretor global do negócio de varejo da Shell, em entrevista em Calgary, no Canadá.

Até mesmo no Canadá, onde outras empresas recentemente venderam suas operações de varejo, haverá mais investimentos. A Shell adicionou 50 postos de gasolina no país no ano passado, levando o total a cerca de 1.300, e planeja abrir mais 50 neste ano, implementando também novas características para captar mais dólares dos motoristas no varejo e aumentar seu negócio para clientes comerciais, disse ele.

"Temos planos de crescimento muito, muito ambiciosos e o Canadá faz parte disso", disse Kapitány.

Enquanto isso, outras empresas foram embora do país. A Chevron vendeu no ano passado seus postos de gasolina e uma refinaria na Colúmbia Britânica por cerca de US$ 1,1 bilhão. A Imperial Oil, que pertence majoritariamente à Exxon Mobil, vendeu quase 500 postos da empresa para um grupo de cinco distribuidores de combustível por US$ 2,1 bilhões em 2016.

Mercado dos EUA

Nos EUA, a Sunoco vendeu seus postos de gasolina no ano passado, seguindo os passos da ConocoPhillips, da Hess e da Valero Energy. Embora as pessoas associem produtoras de energia como Exxon e Chevron aos postos que levam seus nomes, nos EUA a maioria são franquias e as empresas de petróleo possuem apenas uma pequena fração deles.

Um dos pilares da estratégia da Shell é adaptar os postos às preferências regionais. Por exemplo, no Canadá, a empresa com sede em Haia, nos Países Baixos, planeja anunciar um programa para aumentar a oferta de alimentos saudáveis nas próximas semanas. No México, a Shell oferece a garantia de que os clientes receberão realmente todo o combustível pelo qual pagaram, uma promessa importante em um mercado onde a fraude na bomba é um problema.

'Cultura local'

"As demandas dos clientes locais devem ser atendidas por uma equipe local forte que entenda a cultura local", disse Kapitány. "Neste negócio não há cliente global. O cliente é sempre local."

Para a Shell, o varejo também é um meio importante para ajudar a empresa a se adaptar às mudanças que estão ocorrendo no mundo da energia. A Shell está construindo redes de postos de recarga de carros elétricos em vários lugares, além dos postos para veículos a gasolina e a gás natural. A mobilidade elétrica se expandirá nas próximas décadas e a Shell deve desempenhar um papel nessa transição para continuar atendendo seus clientes, disse Kapitány.

"Isso é o que temos feito há 100 anos e isso é provavelmente o que faremos nos próximos 100 anos", disse ele.

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