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Itália quer atrair ultrarricos com incentivo fiscal, diz governo

Stefania Spezzati e Edward Robinson

27/02/2018 13h41

(Bloomberg) -- Milionários da Rússia, da Noruega e dos EUA querem aproveitar as alíquotas fiscais baixas aplicadas aos super-ricos na Itália.

Em iniciativa para atrair capital, a Itália divulgou uma medida no ano passado que permitirá que os indivíduos ultrarricos obtenham residência para pagar uma taxa fixa de 100 mil euros (US$ 123 mil) por ano, independentemente da renda. Cerca de 150 pessoas, incluindo algumas com riqueza de mais de "centenas de milhões", enviaram perguntas sobre a medida, disse Fabrizio Pagani, chefe do gabinete do ministro da Economia e das Finanças, em entrevista, em Londres.

"Temos pessoas do Reino Unido, da Suíça, da Rússia, dos EUA, os suspeitos habituais", disse Pagani. "Mas também temos noruegueses e alguns holandeses, e não necessariamente do mundo das finanças. Algumas dessas pessoas são colecionadoras de obras de arte. Estamos falando de gente muito, muito rica."

A Itália, que tem dificuldades para acelerar sua recuperação após anos de recessão, está correndo para atrair estrangeiros ricos para estimular a economia com investimentos, consumo e capital novo. Países como Portugal já conseguiram atrair indivíduos de riqueza líquida elevada oferecendo benefícios fiscais em um esforço para reforçar as contas públicas. A Itália enfrenta incertezas políticas com as eleições de 4 de março, nas quais não deverá surgir um vencedor claro.

Segundo a medida fiscal, os indivíduos devem transferir suas residências para a Itália. Pagani disse que Milão, Veneza e a glamorosa área ao redor dos lagos ao pé dos Alpes poderão se tornar ainda mais ricas. O número esperado de pessoas que aceitarão a oferta aumentará "exponencialmente", a exemplo do que ocorreu em Portugal, disse.

O total de "150 é um número muito bom para o primeiro ano", disse Pagani.

--Com a colaboração de Lorenzo Totaro

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