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Dependência pode explicar por que China poupou soja dos EUA

Alfred Cang e Shruti Date Singh

(Bloomberg) -- A China aplicou tarifas de importação à carne suína e ao vinho dos EUA, mas poupou a soja, apesar da especulação geral de que a oleaginosa também seria alvo.

A aplicação de taxas à soja teria representado um duro golpe aos produtores dos EUA, considerando que as exportações americanas da commodity para a China somam cerca de US$ 14 bilhões por ano. Mas uma possível medida chinesa para evitar a oferta dos EUA poderia gerar um déficit difícil de compensar no país asiático.

A maior parte da soja é transformada em farelo de soja, que é usado como ração animal. A China vem aumentando gradualmente as compras de soja de países sul-americanos, mas devido a seu enorme consumo, é improvável que a nação asiática com 1,4 bilhão de habitantes abandone totalmente a oferta dos EUA, o maior produtor mundial.

"Tirando os EUA, não há soja disponível para exportação suficiente para atender à demanda de importação da China", disse Sam Funk, analista do Rabobank, em entrevista na quinta-feira.

A especulação de que as medidas comerciais apontariam para a soja aumentou depois que um editorial publicado nesta semana por um jornal chinês criticou o suposto descarte da produção dos EUA. A China estaria estudando o possível impacto das restrições à soja, disseram pessoas familiarizadas com o assunto no mês passado.

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