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Seca deixa vinho sul-africano mais caro e saboroso

Antony Sguazzin

  • Getty Images

(Bloomberg) -- A seca nas províncias sul-africanas de Cabo Setentrional e Cabo Ocidental é considerada a pior já registrada e os moradores da Cidade do Cabo estão trocando os banhos de banheira por chuveiradas de 90 segundos. Mas pelo menos o vinho está melhorando.

Devido ao clima mais seco, menos pragas danificaram as folhas das videiras no oitavo maior produtor de vinhos do mundo, e as temperaturas quentes ajudaram a melhorar a qualidade da safra de 2018, segundo a Vinpro, que representa 2.500 produtores de vinhos e adegas da indústria local, que movimenta 36 bilhões de rands (US$ 2,9 bilhões) por ano.

Vinhos varietais como sauvignon blanc e pinotage, um híbrido local de pinot noir e cinsaut, foram beneficiados.

"A variação maior entre as temperaturas da noite e do dia durante a fase de amadurecimento melhorou a cor e a formação do sabor, o que é um sinal de vinhos de excelente qualidade", anunciou a Vinpro.

Ainda assim, os três anos de seca causaram estragos. A colheita deverá cair 15%, para 948 milhões de litros, o que resultará em aumentos de preço estimados de 8% a 11%.

Para os consumidores de todo o mundo que desfrutam das cerca de 20 milhões de taças de vinho sul-africano ingeridas diariamente, pode valer a pena pagar a diferença.

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