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Plástico nem sempre é fantástico e UE propõe proibições

Lyubov Pronina

28/05/2018 11h29

(Bloomberg) -- A Comissão Europeia propôs a proibição total de alguns produtos de plástico descartáveis e medidas para reduzir drasticamente o consumo de outros. Este é o mais recente esforço da UE para reduzir as emissões de carbono e lixo marinho que ameaça seus mares.

A proibição será aplicada a diversos itens de plástico, como cotonetes, talheres, pratos, canudos, agitadores e bastões para bolas de encher, de acordo com a proposta divulgada nesta segunda-feira, que está sujeita à aprovação dos governos da UE e do Parlamento Europeu. Os estados-membros também serão obrigados a reduzir o uso de recipientes de comida e copos feitos de plástico proibindo a distribuição gratuita.

"O plástico pode ser fantástico, mas precisamos usá-lo com mais responsabilidade", disse o vice-presidente da Comissão, Jyrki Katainen, em comunicado. "As propostas de hoje ajudarão as empresas e os consumidores a adotar alternativas sustentáveis."

As medidas surgem em um momento em que a UE busca conquistar a liderança na criação de bens sustentáveis, um mercado avaliado em 2,5 trilhões de euros (US$ 2,9 trilhões), segundo a Unilever. Como alguns plásticos demoram 1.000 anos para se decompor, a UE propõe que as empresas estabeleçam sistemas de reutilização, como esquemas de reembolso de depósitos, para garantir uma oferta estável de material de alta qualidade.

De acordo com a proposta da comissão, os estados-membros deverão coletar 90 por cento das garrafas plásticas descartáveis até 2025, e produtos como absorventes, lenços umedecidos e balões deverão ter rótulos padronizados para indicar seu impacto ambiental e como descartá-los. Os produtores também precisarão arcar com o custo da gestão de resíduos e rotular como os resíduos serão descartados, "o impacto ambiental negativo do produto e a presença de plásticos nos produtos".

A diretiva proposta tem como objetivo gerar uma economia projetada de 6,5 bilhões de euros para os consumidores e evitar a emissão de 3,4 milhões de toneladas de equivalência em dióxido de carbono, segundo a comissão.