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Brecha na educação cai, mas minorias ganham menos no Reino Unido

Elizabeth Burden

18/07/2018 13h25

(Bloomberg) -- A população pertencente a minorias no Reino Unido está reduzindo a brecha em matéria de educação, mas ainda não está vendo uma remuneração equivalente nos lugares de trabalho.

Um relatório da Resolution Foundation mostra que a diferença salarial média entre homens sem graduação brancos e os do Paquistão e de Bangladesh é de mais de 4 libras (US$ 5,30) por hora. A diferença cai um pouco quando ajustada pelas características pessoais e do ambiente de trabalho, como idade e tipo de contrato, mas as minorias ainda enfrentam uma "penalidade salarial" significativa, afirmou o think tank.

Segundo a medida ajustada, os homens negros com formação superior estão em pior situação, tendo ganhado 7.000 libras (US$ 9.270) a menos por ano do que um homem branco com formação equivalente, de 2007 a 2017. O fato se deu apesar de a proporção de homens negros com bacharelado ter crescido 24 pontos percentuais nas últimas duas décadas, contra um crescimento de 15 pontos entre os homens brancos. Os homens negros formados sofrem uma penalidade salarial 8 por cento maior do que os sem formação, mostrou o relatório na quarta-feira.

"Apesar de boa parte do debate a respeito das desvantagens enfrentadas pelas minorias étnicas se concentrar diretamente nas escolas e universidades, nossa pesquisa mostra que devemos focar da mesma forma no que está ocorrendo no ambiente de trabalho", disse Kathleen Henehan, analista de pesquisa e política da Resolution Foundation. "Corrigir a desvantagem racial deveria ser a prioridade das empresas, assim como das escolas e universidades."

A desigualdade racial foi uma das "injustiças urgentes" que a primeira-ministra Theresa May prometeu enfrentar e se essa decisão seguir o mesmo caminho da desigualdade de gênero a economia se beneficiaria com a redução. O PIB do Reino Unido poderia ter um aumento de 180 bilhões de libras se as empresas igualassem a diferença salarial entre gêneros da Suécia, informou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em março.