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Com interesse por emergentes, FTSE avança na América Latina

Carolina Millan

25/07/2018 12h40

(Bloomberg) -- A FTSE Russell pretende ampliar a presença na América Latina com uma linha de novos instrumentos.

Sediada em Londres, a fornecedora de dados e índices costura parcerias do México à Argentina, de acordo com o novo diretor para a região, Jesus Togno. A FTSE se posiciona diante das decisões de investidores globais de aumentar a exposição a mercados emergentes. Atualmente, os ativos de países emergentes representam menos da metade dos US$ 16 trilhões que têm como referência índices da FTSE. O potencial de crescimento projetado é maior na América Latina e na Ásia.

"Vemos oportunidade para nosso negócio igualmente entre América Latina e mercados emergentes da Ásia", disse Togno. "Isso porque investidores institucionais globalmente estão tentando se diversificar. Desdobramentos recentes mostraram que o profissionalismo desses mercados evoluiu e eles oferecem perfis muito interessantes."

Um dos instrumentos em desenvolvimento acompanha um índice acionário do México, lançado neste ano junto com a Bolsa Institucional de Valores (BIVA). O primeiro deve ser um ETF (exchange traded fund ou fundo negociado em bolsa) introduzido no primeiro trimestre do ano que vem, adiantou o executivo.

"Estamos trabalhando com gestoras de recursos globais e locais para criar fundos, ETFs, opções ou futuros para aquele índice", disse Togno. "Neste momento, o índice FTSE-BIVA é uma carteira teórica. Não há veículos que acompanhem e é nisso que estamos trabalhando."

O maior fundo negociado em bolsa que acompanha ações mexicanas é o iShares MSCI Mexico ETF, com US$ 1,2 bilhão em ativos e que inclui 99 por cento de todos os ETFs mexicanos listados nos EUA. Isso não impediu outros emissores de fundos de tentar entrar na mesma área, esperando ganhar participação de mercado com produtos mais baratos. A Franklin Templeton Investments lançou um ETF mexicano em novembro que atraiu US$ 3,8 milhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A Colômbia é o próximo país considerado para expansão pela FTSE, por meio de uma parceria com a fornecedora mexicana de índices de renda fixa Proveedor Integral de Precios (PIP). A FTSE tem parceria com a PIP no México desde 2014 e pode atuar na Colômbia já no segundo semestre de 2019.

Os passos seguintes seriam no Chile, que tem "o mercado mais sofisticado" da região, e a criação de um índice de perfil ambiental, social e de governança para a América Latina ? abordagem também adotada pela rival MSCI. Esse índice focaria em como as empresas administram os diferentes riscos a que estão expostas, acrescentou Togno.

A FTSE também está conversando com a Rofex, a maior bolsa de futuros e derivativos da Argentina, para desenvolver o índice acionário Rofex 20. A intenção da FTSE é entrar como administradora de referências ou em uma função diferente, mas as negociações ainda estão "em estágio muito inicial". O índice Rofex 20 foi lançado no final de abril, após a operadora de bolsa BYMA encerrar um acordo sob o qual tinha permissão para oferecer contratos futuros vinculados a seus índices acionários.

--Com a colaboração de Carolina Wilson.