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Inditex afirma que receita pode acelerar após 4 anos de calmaria

Rodrigo Orihuela

12/09/2018 10h15

(Bloomberg) -- A Inditex prevê que o crescimento das vendas pode acelerar e que a lucratividade vai melhorar à medida que a operadora da Zara se expandir mais na internet e tornar as lojas ainda mais eficientes, uma rara notícia positiva em um momento em que as varejistas europeias de roupas enfrentam dificuldades.

A previsão inusitadamente explícita da empresa para o segundo semestre implica que o crescimento da receita pode ter começado a melhorar após a desaceleração para o ritmo mais lento em quatro anos. A Inditex também anunciou que a lucratividade está se recuperando depois de ter registrado o patamar mais baixo em uma década no ano passado.

"A orientação da administração para o segundo semestre parece reconfortante", disse Anne Critchlow, analista do Société Générale.

As varejistas europeias de roupas têm enfrentado dificuldades porque o verão calorento levou os consumidores a se concentrarem em roupas mais leves e menos lucrativas, como camisetas e shorts. A rede de produtos econômicos Primark alertou nesta semana que vai registrar uma rara queda nas vendas. A concorrência também aumentou quando a H&M reduziu os preços para liquidar seu estoque recorde.

Os resultados chegam em meio ao crescente receio de que o auge da varejista espanhola já tenha passado. As ações despencaram nos últimos dois meses, quando os analistas examinaram a crescente dependência em relação às vendas on-line e mencionaram preocupações com os custos do frete e das devoluções. Na semana passada, o presidente do conselho, Pablo Isla, disse que a Inditex pretende ter lojas virtuais em todo o mundo até 2020.

A empresa projeta um crescimento das vendas comparáveis de 4 por cento a 6 por cento e uma melhora de margem de 0,5 ponto porcentual no segundo semestre. O crescimento das vendas desacelerou para 4 por cento no período de seis meses terminado em julho em meio ao clima extremamente quente, à desvalorização de moedas e à crescente pressão da concorrência on-line.

A H&M registrou uma queda de 33 por cento no lucro operacional do primeiro semestre, e os produtos não vendidos se acumularam.

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