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Dona de lojas de conveniência quer pegar carona com cannabis

Sandrine Rastello

21/09/2018 13h17

(Bloomberg) -- Será que os norte-americanos poderão em breve comprar maconha enquanto enchem o tanque do carro?

A Alimentation Couche-Tard, proprietária da rede Circle K, já estuda essa possibilidade para algum momento no futuro. Uma das maiores proprietárias de lojas de conveniência da América do Norte, a empresa com sede em Laval, Quebec, anunciou que está analisando o mercado de cannabis por acreditar que sua experiência com a venda de produtos com restrição de idade, como cerveja e tabaco, pode ajudar.

"Este é um trem que está ganhando impulso e há grandes chances de que sua disponibilidade seja maior daqui a 10 anos do que na atualidade", disse o CEO Brian Hannasch, em entrevista à BNN Bloomberg. "Preferimos ser parte da solução, parte dessa jornada, do que ficar de lado e esperar demais."

A maconha recreativa será legalizada no mês que vem no Canadá, e vários estados dos EUA estudam seguir o exemplo do Colorado e da Califórnia, mas ainda há muitos obstáculos e inclusive regulações diferentes em cada jurisdição. Além disso, a maconha continua proibida em nível federal nos EUA.

A empresa precisa também avaliar as implicações para sua marca, disse Hannasch. Por ora, a palavra de ordem é "avançar devagar", disse ele.

"Só pelo tamanho e pelo fato de que será legal em todo o Canadá e em cerca de um terço dos EUA, é algo que não podemos ignorar, que precisamos entender", disse ele.

A Couche-Tard, que começou com uma loja nos arredores de Montreal em 1980, vem engolindo rivais de pequeno e grande porte -- especialmente aquelas que também operam postos de gasolina -- para ganhar clientes de Luisiana à Irlanda.

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