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Facebook dará menos apoio direto a Trump na campanha de 2020

Sarah Frier e Jennifer Jacobs

21/09/2018 11h35

(Bloomberg) — O Facebook anunciou que nas futuras campanhas presidenciais deixará de prestar o tipo de apoio físico dado a Donald Trump na disputa presidencial de 2016 nos EUA — uma relação que acabou investigada pelo Congresso.

A empresa continuará oferecendo apoio técnico e treinamento básico às campanhas dos candidatos e às organizações de defesa política, mas não visitará as sedes de campanha com tanta frequência, nem fornecerá tanto apoio estratégico quanto deu a Trump antes das eleições de 2016. Em vez disso, altos funcionários do Facebook afirmaram que estão trabalhando para melhorar o website de anúncios políticos da empresa para oferecer assessoria gratuita mais ampla às campanhas.

A rede social foi obrigada a responder a perguntas de parlamentares americanos que queriam saber se a empresa havia dado mais apoio a Trump do que à sua adversária democrata, Hillary Clinton, depois que Brad Parscale, o diretor digital do republicano em 2016, disse que conseguiu funcionários "incorporados" pró-Trump do Facebook para ajudá-lo na estratégia. A ajuda extra foi fundamental para a vitória de Trump, disse Parscale ao noticiário "60 Minutes", da CBS.

O Facebook informou ao Congresso que "ofereceu apoio idêntico" a ambas as campanhas. A campanha de Trump aceitou e a de Hillary não. Na época, a empresa também contestou o uso da palavra "incorporado" para descrever a relação.

Em análise interna da empresa, obtida pela Bloomberg no início do ano, um cientista de dados do Facebook explicou que o esforço de Trump era "mais complexo que o de Clinton e aproveitou melhor a capacidade do Facebook de otimização dos resultados". O relatório citou US$ 44 milhões em compras de anúncios pela campanha de Trump de junho a novembro de 2016, contra US$ 28 milhões por Clinton.

Não está claro se Trump usará uma estratégia similar para a campanha de 2020, agora administrada por Parscale. A campanha atualmente não está trabalhando tão de perto com o Facebook quanto em 2016, embora não tenha descartado a possibilidade, segundo uma pessoa a par da estratégia de Trump.

—Com a colaboração de Naomi Nix.

Repórteres da matéria original: Sarah Frier em San Francisco, sfrier1@bloomberg.net;Jennifer Jacobs em Washington, jjacobs68@bloomberg.net