ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Uber pagará US$ 148 mi em acordo nos EUA por violação de dados

Austin Carr

26/09/2018 15h28

(Bloomberg) -- A Uber Technologies pagará US$ 148 milhões em um acordo para resolver reclamações relacionadas a uma violação de dados de grande escala que expôs as informações pessoais de mais de 25 milhões de usuários americanos, disse a Procuradoria-Geral de Iowa nesta quarta-feira.

O acordo, que abrange 50 estados americanos, é o maior pagamento por violação de dados da história e é a reprimenda mais abrangente dos órgãos reguladores contra a empresa com sede em São Francisco, que ganhou fama por driblar as regras em meio à campanha para dominar o mercado de caronas compartilhadas. O acordo com os estados decorre de dados comprometidos em 2016 por hackers, que conseguiram 607.000 números de carteiras de motorista dos EUA e dezenas de milhões de endereços de e-mail e números de telefone de consumidores, um vazamento que a Uber demorou mais de um ano para revelar depois de descobrir o ataque.

"Não revelar violações de dados o mais rapidamente possível pode prejudicar os consumidores", disse o procurador-geral de Iowa, Tom Miller.

A multa é aplicada em um momento crucial para o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, que está lançando as bases para uma oferta pública inicial em 2019 e ao mesmo tempo trabalha para distanciar a marca da controversa abordagem de crescimento a todo custo estabelecida pelo antecessor, o cofundador Travis Kalanick. A Bloomberg News noticiou em novembro passado que Kalanick soube da violação de 2016 apenas um mês depois de os hackers roubarem os dados pessoais de 57 milhões de clientes da Uber em todo o mundo, entre eles 25,6 milhões de passageiros e motoristas dos EUA. Mas a empresa escondeu as violações das autoridades e pagou US$ 100.000 para que os hackers deletassem os dados roubados e mantivessem segredo sobre o incidente.

Depois que o episódio veio à tona, a Uber demitiu o diretor de segurança e revelou a violação à Comissão Federal de Comércio dos EUA, que já havia repreendido a empresa por uma violação de dados semelhante ocorrida em 2014. "Nada disso deveria ter acontecido e não darei desculpas a respeito", disse Khosrowshahi, que substituiu Kalanick no ano passado, em comunicado, em novembro.

Mais Economia