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Busca por cobre deve atrair foco para mineradora do Equador

Thomas Biesheuvel

03/10/2018 14h38

(Bloomberg) -- O interesse das grandes mineradoras pela pequena empresa de exploração de cobre SolGold provavelmente ainda não acabou, segundo a Liberum Capital Markets.

As ações subiram quase 70 por cento desde que a BHP Billiton comprou uma participação de 6,1 por cento na empresa, no mês passado, apenas dois anos depois de a SolGold rejeitar uma tentativa de aquisição da maior mineradora do mundo. Agora pode haver uma batalha pela produtora com sede em Brisbane, na Austrália, cuja maior acionista é a Newcrest Mining, afirmou a Liberum.

"Pode haver uma situação de ofertas competitivas no horizonte", afirmou a Liberum. "Com duas grandes mineradoras agora em seu registro, pensamos no valor da SolGold como valor para o comprador", afirmou, acrescentando que a SolGold pode valer US$ 1 bilhão a US$ 1,8 bilhão.

O rali da SolGold elevou o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 800 milhões. A empresa planeja desenvolver o projeto Cascabel no Equador, que pode se tornar uma das maiores minas de cobre do mundo e tem espaços para exploração espalhados peloEquador.

Apesar de os preços do cobre terem caído neste ano, as maiores produtoras estão otimistas em relação ao metal e desejam aumentar sua exposição. A perspectiva delas é respaldada pela visão de longo prazo de que o uso em cidades e veículos elétricos aumentará a demanda e de que novas ofertas do metal são limitadas.

Acordos difíceis

Ainda assim, tem sido difícil fechar grandes negócios. A maioria dos ativos não está à venda, as equipes de gestão ainda temem o excedente do setor no último ciclo de alta e os projetos estão em lugares pouco atraentes. Isso levou empresas como a BHP a apostar em firmas de exploração. No mês passado, a Anglo American fechou acordo no qual pagará para explorar a licença da Luminex Resources no Equador em troca de uma futura participação majoritária.

Os negócios estão avançando e os novos projetos de minas também. A Anglo American deu sinal verde em julho para o início da construção da mina de cobre Quellaveco, de US$ 5 bilhões, no Peru, e a Vale estaria a caminho de aprovar uma expansão de US$ 1 bilhão de uma mina de cobre brasileira neste mês. A KAZ Minerals, uma concorrente de menor porte, também revelou planos recentemente para uma nova mina de cobre, pagando US$ 900 milhões por um depósito na Rússia cuja construção pode custar cerca de US$ 5,5 bilhões.

A Rio Tinto Group, talvez a mineradora com o balanço mais robusto do setor, também tem falado abertamente sobre uma expansão no setor de cobre. Ainda assim, o CEO Jean-Sébastien Jacques disse a investidores em agosto que a mineradora precisava ser paciente para não pagar um preço alto demais.

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