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Sotheby's leva antiguidades à internet com novo negócio

James Tarmy

15/10/2018 16h36

(Bloomberg) -- A Sotheby's de Nova York realiza duas vendas gerais de objetos de design por ano. Essas vendas, que incluem móveis, antiguidades, tapetes, espelhos e outros itens de decoração, normalmente contêm cerca de 200 lotes. Portanto, a Sotheby's leiloa no máximo 400 lotes por ano -- o suficiente para encher um único apartamento da Park Avenue.

Mesmo adicionando outros eventos de vendas de objetos de design da casa de leilões -- vendas de um único dono, "English Furniture"("Mobiliário inglês"), "Rugs and Carpets" ("Tapetes e carpetes") --, não haverá mais de 2.000 objetos de interior por ano.

Isso significa que há muitos, muito mais consignadores batendo à porta. "Há muito mais material chegando à Sotheby's do que somos capazes de vender", diz John Auerbach, gerente-geral da divisão de arte e objetos da Sotheby's em Nova York.

E assim, quando a empresa anunciou em fevereiro que havia adquirido o mercado de consignação de artes decorativas on-line Viyet, a jogada fez sentido; em vez de rejeitar itens, a Sotheby's podia vendê-los evitando os custos onerosos de realizar um leilão ao vivo. "Para muitos dos itens de arte decorativa, o custo da venda e o modelo de tratamento personalizado são os mesmos que usamos para uma pintura de um milhão de dólares", diz Auerbach.

Em outras palavras, a Sotheby's estava usando o mesmo procedimento básico (armazenamento, operadores, seguros, especialistas em leilão, marketing) para vender um candelabro de US$ 2.000 e uma pintura de US$ 2 milhões. Com a Sotheby's Home, seu novo mercado on-line lançado na semana passada, substituindo o Viyet, "a empresa tem um modelo de baixa interação pessoal que faz mais sentido para todos", diz Auerbach.

Modelo de negócio

Do ponto de vista da empresa, o ponto forte do Sotheby's Home é que a empresa não precisa ser fisicamente responsável pelo objeto. Os consignadores que entram em contato com a Sotheby's serão visitados por um "curador" da Sotheby's Home que inspecionará e avaliará o objeto, ou, no caso das pessoas que não estão perto de um dos 13 grandes mercados atendidos pelo Sotheby's Home, fotos detalhadas do objeto serão suficientes.

Se a peça for aprovada, o Sotheby's Home tomará providências para que o objeto seja fotografado e em seguida o colocará no website. O objeto em si, no entanto, ficará "com o consignador, em sua casa, escritório ou depósito", diz Auerbach. Quando o objeto for vendido, a Sotheby's ajudará a facilitar o transporte. "O objeto vai diretamente do vendedor ao comprador", diz Auerbach. Se a peça não for vendida em seis meses, a empresa simplesmente a removerá do website. Sem confusão, sem problemas.

Os consignadores pagam à Sotheby's Home a incrível fatia de 50 por cento do preço da venda para ter o serviço -- e a marca Sotheby's --, então quem está vendendo esse lindo conjunto de mesas de nidificação dinamarquesas por US$ 1.280 tem que estar disposto a entregar metade do valor para se desfazer delas. O lado positivo (pelo menos para o consignador) é que quem compra tem que pagar a embalagem, o transporte e o seguro.

A Sotheby's Home's está entrando em um campo atualmente dominado pelo 1stdibs, que tem 1,5 milhão de cadastrados no website e vende cerca de 15.000 itens exclusivos por mês, segundo comunicado da empresa.

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