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Pimco e Franklin buscam pequenas aquisições para fechar lacunas

Charles Stein

14/11/2018 14h54

(Bloomberg) -- As gestoras de recursos querem crescer, só que aos poucos.

Empresas como Pacific Investment Management Co. (Pimco), Prudential Financial e Franklin Resources estão se concentrando em aquisições modestas para preencher lacunas em suas linhas de produtos ou ampliar sua base de clientes em um momento em que lutam para evitar fugas de clientes de fundos ativos. Os executivos não descartam grandes negócios, mas estão cada vez mais cautelosos com os perigos que podem surgir com a combinação de duas gigantes.

"Grandes aquisições são muito difíceis", disse o CEO da Franklin, Gregory Johnson, em teleconferência, em 25 de outubro, depois que sua empresa fechou acordo para comprar a Benefit Street Partners, uma firma especializada em crédito privado. "Há muito risco nelas, penso eu, em termos de marca e de quem você é como empresa."

A mudança do público para os investimentos passivos, que está pressionando as comissões e as margens de lucro, transformou a consolidação no segmento de gestão de ativos em solução lógica, se não imperativa. Há apenas um problema: os que tentaram fazê-lo em grande escala nos últimos tempos tiveram, na melhor das hipóteses, resultados contraditórios. A Janus Henderson Group e a Standard Life Aberdeen, duas empresas que surgiram de combinações multibilionárias no ano passado, viram saídas de capital e quedas nos preços das ações em 2018.

"As pessoas estão perguntando: 'Você obtém um retorno melhor sobre os investimentos com pequenas aquisições direcionadas, com as quais é possível expandir para produtos de rápido crescimento e de margens elevadas com menos risco de integração?'", disse Michael Cyprys, analista do Morgan Stanley.

O braço de gestão de recursos da Prudential, a PGIM, informou na terça-feira que comprará a Wadhwani Asset Management, uma firma de análises quantitativas de US$ 1,4 bilhão com sede em Londres, como parte de uma iniciativa de expansão global. A Pimco, uma unidade da Allianz, fechou acordo no mês passado para comprar a Gurtin Municipal Bond Management, que gerencia US$ 12 bilhões em títulos municipais para clientes de grande riqueza líquida. Jackie Hunt, executiva da Allianz, afirmou recentemente que a gigantesca seguradora alemã está em busca de outras "aquisições complementares".

O UBS Group estuda aquisições e joint ventures para sua divisão de gestão de ativos, mas é improvável que o banco suíço feche uma compra gigante, informaram pessoas a par do assunto no mês passado. O CEO da AllianceBernstein Holding, Seth Bernstein, disse a analistas em outubro que a empresa não "precisa de escala adicional", mas está à procura de negócios que permitam "agregar novos produtos e serviços à nossa rede de distribuição global".

Embora grandes aquisições sejam desafiadoras em qualquer setor, as chances podem ser piores no ramo de gestão de recursos, em que os profissionais de investimento são o principal ativo. Eles e os clientes deles permanecerão?"Os grandes negócios geram muito risco e o setor não tem um grande histórico de sucesso com eles", disse Benjamin Phillips, consultor da Casey Quirk.