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Magnata dos hotéis diz que há quartos suficientes em Dubai

Zainab Fattah e Manus Cranny

29/11/2018 13h02

(Bloomberg) -- Khalaf Al Habtoor, o bilionário de Dubai que adicionou 1.600 quartos de hotéis à cidade através de um único projeto, disse que o mercado está saturado e que pretende expandir em outros setores.

"Eu não recomendaria uma expansão em hotéis a ninguém", disse Al Habtoor em entrevista à Bloomberg TV. As propriedades de praia do grupo estão se saindo bem, "mas com tarifas muito baixas". Sua ocupação em hotéis na cidade está oscilando e "as tarifas não estão ótimas", disse ele.

O magnata disse que atualmente está decidindo se é melhor construir ou adquirir entre sete e dez escolas. Ele também estuda a construção de um hospital especializado com cerca de 100 leitos. Al Habtoor planeja financiar esses investimentos com uma combinação de dívidas e patrimônio líquido.

"Tem uma área que está se saindo muito bem", disse o presidente do Al Habtoor Group ao falar sobre a desaceleração da economia. "Na educação, estamos indo muito bem."

Al Habtoor passou os últimos anos construindo hotéis e residências em Dubai. Ele construiu um complexo na principal rua da cidade e gastou US$ 500 milhões construindo um resort perto do St. Regis Hotel, no centro de três campos de polo. No entanto, depois que os preços do petróleo caíram em 2014, uma desaceleração regional abalou a demanda no setor de hospitalidade de Dubai, ao mesmo tempo em que um excesso de novas propriedades derrubou as tarifas.

Ele pediu às entidades do governo de Dubai para suspender a incorporação hoteleira, até mesmo em projetos inacabados, já que o aumento da oferta faz com que as diárias diminuam.

"Nakheel está anunciando 8.000 quartos. Por quê?", disse ele. "Nós temos quartos suficientes - eu posso dar quartos a eles. Posso dar-lhes 5.000 quartos."

Fora de Dubai, Al Habtoor comprou hotéis no Reino Unido, na Áustria e na Hungria para complementar as propriedades no Líbano. Sua empresa também é distribuidora de carros Bentley, Bugatti e Mitsubishi. O bilionário diz que, embora a pressão continue sendo sentida em toda a economia, os resultados do terceiro trimestre em seus negócios automotivos lhe dão esperança.

--Com a colaboração de Giovanni Prati.

Repórteres da matéria original: Zainab Fattah em Dubai, zfattah@bloomberg.net;Manus Cranny em Londres, mcranny@bloomberg.net