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Grupos de capital de risco estão mudando as viagens de avião

Nikki Ekstein

18/01/2019 13h16

(Bloomberg) -- Comprar as passagens, pegar o avião, tentar dormir (e não conseguir), aterrissar: a engrenagem básica das viagens de avião não mudou desde o aparecimento da aviação. Mas neste ano, graças a alguns grupos de capital de risco liderados pela aviação, os pontos mais sutis estão evoluindo.

Em novembro, a Air France e a KLM anunciaram o Big Blank, uma incubadora que identificará oportunidades de crescimento voltadas para a tecnologia em uma rede de cinco companhias aéreas europeias. A IAG, empresa controladora da British Airways, da Iberia, da Vueling e da Aer Lingus, também organiza pitch days para empreendedores de startups por meio de seu acelerador, o Hangar 51.

Esses empreendimentos se unem ao Lufthansa Innovation Hub e à JetBlue Technology Ventures na tentativa de energizar um sistema estável. "Há tantas oportunidades de transformar tudo que você nem sabe por onde começar", diz Gleb Tritus, diretor administrativo do think tank da Lufthansa, observando que "testar coisas, errar e consertar não faz parte da mentalidade natural de companhias aéreas avessas ao risco".

"A aviação é a quarta maior indústria do mundo, de acordo com o PIB, e quando você vê o dinheiro que está sendo investido nela, há um descompasso total", diz Christina Heggie, diretora de investimentos da divisão da JetBlue, criada há três anos. Os projetos do grupo agora estão chegando ao mercado mais rapidamente do que nunca, graças a uma rede crescente de afiliadas de empresas aéreas dispostas a realizar os testes betas.Aqui estão alguns projetos que esses inovadores vão priorizar em 2019 -- e o que eles significam para você.

No portão de embarque, os funcionários vão escanear seu rosto em vez do seu cartão de embarque

A British Airways está instalando detectores faciais em frente aos portões de embarque no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, de Nova York, após testes bem-sucedidos com passageiros domésticos em Heathrow e com subconjuntos de passageiros internacionais em Los Angeles e Orlando. Outros hubs farão o mesmo.

Suas reservas serão ajustadas automaticamente após atraso do voo

A Tritus, da Lufthansa, vê o maior potencial de revolução em uma empresa chamada Yilu, que agrega todas as reservas turísticas (por exemplo: a OpenTable, a empresa de transfer e o Marriott) em um único sistema; é como a TripIt, mas mais ampla. "Estamos tentando interligar serviços que normalmente não cooperam entre si", explica ele, "o que nos permitiria modificar o horário para buscar o passageiro no aeroporto, reagendar reservas para jantar ou avisar o balcão de check-in do hotel automaticamente em caso de atraso ou cancelamento do voo". Uma parte dessa funcionalidade deverá ser implementada na Alemanha neste ano, antes de um lançamento global.

Carros autônomos vão lidar com suas malas

"O ambiente altamente regulado de um aeroporto é perfeito para veículos automatizados", diz Raoul Cooper, gerente sênior de design da British Airways. Atualmente, a bagagem é descarregada do avião para um carrinho, passa por uma série de correias transportadoras e pelas entranhas do aeroporto até chegar à esteira de bagagens. "Mas e se a mala pudesse ser levada diretamente para o lugar certo por um conjunto automatizado de rodas? Isso reduziria custos, criaria eficiência e entregaria as malas muito mais rapidamente, o que beneficiaria o cliente no final." Um teste deverá realizado no Reino Unido neste ano.

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