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Alibaba afirma que desaceleração da China não a prejudica tanto

Selina Wang

13/02/2019 13h19

(Bloomberg) -- O vice-presidente do conselho da Alibaba Group Holding, Joseph Tsai, disse que a gigante do comércio eletrônico foi pouco afetada pela desaceleração econômica da China como um todo em um momento em que cada vez mais negócios estão se transferindo para a internet.

"Nosso negócio está desvinculado" da economia chinesa porque "estamos no comércio eletrônico e estamos digitalizando todo o setor", disse Tsai, na terça-feira, na conferência de tecnologia do Goldman Sachs Group em São Francisco. Tsai disse que o crescimento da empresa continuaria superando o da economia como um todo porque o comércio digital está se expandindo mais rapidamente do que o varejo tradicional.

A economia chinesa cresceu 6,4 por cento nos últimos três meses de 2018 em relação ao ano anterior, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país. As receitas da Alibaba subiram 41 por cento, para 117,3 bilhões de yuans (US$ 17,3 bilhões), embora este tenha sido o ritmo mais lento em mais de dois anos. Apesar de a desaceleração econômica da China estar reduzindo a demanda de consumo da qual depende, a empresa vem liderando a entrada em novas esferas lucrativas, como serviços e entretenimento na nuvem, ajudando ao mesmo tempo a modernizar as lojas físicas.

Tsai comparou a situação do Alibaba com a capacidade da Amazon.com de atingir um consistente crescimento de dois dígitos nas vendas em meio a projeções de que a expansão econômica dos EUA cairá para cerca de 2,5 por cento neste ano.

Ele também elogiou a decisão da China de reduzir a carga tributária para as micro e pequenas empresas em 200 bilhões de yuans por ano nos próximos três anos para impulsionar essas empresas em meio à crise econômica.

"Nos ciclos anteriores, o governo chinês usava a política monetária para injetar muita liquidez no sistema", disse Tsai. Agora, o governo precisa "usar a política fiscal, ou seja, reduzir os impostos". E acrescentou: "Com mais dinheiro em caixa, essas PMEs expandirão seus negócios."