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Picapes viram nova fronteira na corrida pelos veículos elétricos

Esha Dey

13/02/2019 15h43

(Bloomberg) -- As picapes plug-in parecem ser a próxima fronteira no incipiente setor de veículos elétricos com a suposta negociação da startup Rivian Automotive com a General Motors e a Amazon.

Com a mudança na preferência do consumidor para veículos e picapes maiores, normalmente os modelos mais rentáveis das linhas de produção das fabricantes consolidadas, os analistas afirmam que a decisão de desenvolver picapes elétricas era quase óbvia.

"Faz sentido fabricar picapes elétricas por vários motivos", escreveu Adam Jonas, analista do Morgan Stanley, em nota, nesta quarta-feira. Ele destacou os benefícios do torque elevado para reboque e transporte, a capacidade de recarregar ferramentas elétricas e o preço mais elevado, que permite que as produtoras repassem os custos maiores. Jonas estima que o segmento de picapes full-size responde por mais de 100 por cento do lucro automotivo global da GM e da Ford Motor, e pela maior parte do lucro global da Fiat Chrysler Automobiles.

GM, Amazon e Rivian ainda não confirmaram as negociações, apesar de a ideia ter encontrado apoiadores em Wall Street. "Não acreditamos que as picapes elétricas sejam o futuro da GM a curto prazo (não há demanda a um preço rentável), mas é o futuro a longo prazo", escreveu Arndt Ellinghorst, analista da Evercore ISI.

No começo da semana, Jonas havia apontado a Rivian como possível concorrente real da Tesla, que deverá lançar uma picape totalmente elétrica já neste verão (Hemisfério Norte).