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Robô alcança montanha de combustível fundido de Fukushima

Stephen Stapczynski

14/02/2019 11h54

(Bloomberg) -- O Japão atingiu mais uma meta da árdua limpeza do colapso de 2011 em Fukushima, uma tarefa que vai levar 40 anos e custar US$ 194 bilhões: um robô conseguiu alcançar alguns dos combustíveis fundidos que estão dentro de um de seus três reatores destruídos.

O Japão decidiu remover e descartar o combustível nuclear fundido dentro da usina de Fukushima, em vez de enterrar o local, como foi feito em Chernobyl. Essa tarefa monumental requer o desenvolvimento de novas tecnologias robóticas para explorar os reatores, para remover o combustível e até mesmo para desmantelar partes da usina em que a radiação é excessiva para os seres humanos.

O próximo passo é remover uma amostra do combustível para realizar testes adicionais, o que poderia demorar até março de 2020. Há cerca de 600 toneladas de combustível fundido, além de outros detritos radioativos, espalhados no fundo dos reatores, onde os seres humanos não podem entrar.

A Tokyo Electric Power Co. Holdings, proprietária da usina, informou após a atuação do robô na quarta-feira que os pedaços de combustível encontrados - que tinham de 1 centímetro a 8 centímetros de comprimento - eram sólidos o suficiente para serem retirados do reator.

"Algumas peças estavam muito mais duras do que imaginávamos e foram levantadas com relativa facilidade", disse o porta-voz Katsuyoshi Oyama a jornalistas em Tóquio. "Confirmamos que é possível extrair parte desses detritos do reator."

A Tepco, como a empresa é conhecida, pretende começar a remover o combustível até 2021. A companhia afirmou que pode começar aspirando ou recolhendo detritos endurecidos e poeira radioativa com um braço de robô controlado remotamente inserido através da lateral do reator.