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Netflix confirma que não fará parte de novo serviço da Apple

Lucas Shaw e Mark Gurman

19/03/2019 15h18

(Bloomberg) -- O CEO da Netflix, Reed Hastings, confirmou que sua empresa não participará da nova plataforma de streaming da Apple, o que reflete a nova concorrência entre as gigantes do Vale do Silício.

"Queremos que as pessoas vejam nossos conteúdos em nosso serviço", disse ele em uma entrevista coletiva na segunda-feira. "Decidimos não nos integrar ao serviço deles."

A Apple planeja apresentar o serviço de streaming de vídeo em 25 de março, abrindo assim uma nova frente de batalha para o setor de tecnologia e Hollywood. A ideia é combinar conteúdo original com a programação de parceiros como HBO e Starz.

A Apple tem desempenhado um papel neutro na briga por espectadores na internet. A empresa optou por distribuir programas, aplicativos e filmes de todas as principais companhias. Mas agora a Apple também quer vender o serviço que as pessoas usam para ver TV.

"Sempre tivemos concorrentes gigantescas", disse Hastings. "Nós competimos contra a Amazon no streaming de vídeo. São empresas incríveis, de grande porte, bem financiadas e com iniciativas muito relevantes. Mas o melhor trabalho é feito quando se tem grandes concorrentes."

Como o serviço da Apple - pelo menos no lançamento - dependerá muito de fornecedores externos para preencher sua biblioteca de conteúdo, debateu-se uma possível parceria da empresa com a Netflix. No entanto, a Bloomberg News informou na semana passada que a Netflix não fará parte do serviço.

A Apple vai anunciar a iniciativa de streaming e outros produtos novos, como um pacote de assinatura de revistas, no evento em Cupertino, Califórnia. A empresa preferiu não comentar as observações feitas por Hastings.

A Netflix já tinha se recusado a participar do aplicativo de televisão da Apple para iPhone, iPad e o decodificador Apple TV, que compila conteúdo em vídeo de vários fornecedores. Recentemente, a empresa também deixou de permitir que os usuários da Apple assinem o serviço por meio da função de faturamento da App Store, retendo assim a fatia de 30 por cento que a Apple cobrava.

Repórteres da matéria original: Lucas Shaw em Los Angeles, lshaw31@bloomberg.net;Mark Gurman em San Francisco, mgurman1@bloomberg.net