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Walmart cria cadeia de suprimento Angus Beef nos EUA

Matthew Boyle e Lydia Mulvany

24/04/2019 17h40

(Bloomberg) -- O Walmart está entrando no negócio de carne bovina. A maior rede de supermercados dos EUA fez uma parceria com um criador de gado do Texas e outras empresas do setor para fornecer um suprimento constante de carne bovina Angus sem adição de hormônios para 500 de suas lojas nos EUA, começando no final deste ano.

A decisão ocorre dois anos depois de o Walmart ter atualizado seus bifes e assados para Angus, de mais qualidade, como parte de um esforço mais amplo para melhorar a qualidade de seus alimentos frescos, em meio à intensificação da concorrência no setor de US$ 840 bilhões.

A Tyson Foods e a Cargill atualmente fornecem ao Walmart a maior parte da sua carne bovina e continuarão a fazê-lo. Mas Scott Neal, que administra o negócio de carnes do Walmart, disse que o varejista também queria formar sua própria parceria de fornecimento em resposta às demandas dos clientes que querem saber mais sobre quem realmente cultiva a comida encontrada nos corredores dos supermercados e a sua origem. A empresa estima que o esforço reduzirá custos e criará cerca de 450 empregos.

"Estamos criando uma cadeia de suprimento do animal até o cliente", disse Neal, vice-presidente do setor de carnes, frutos do mar e controle de qualidade do Walmart, em uma entrevista. "Esta é uma oportunidade para olhar a situação de ponta a ponta".

Apesar da crescente popularidade de substitutos à base de vegetais, como Beyond Meat, que hoje está amplamente disponível nos supermercados nos EUA, o apetite dos americanos pela carne de verdade não diminuiu. O consumo de carne bovina do país deve subir para 26 Kg por pessoa este ano, o maior desde 2010, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.

A demanda por Angus, cujos cortes macios e tenros se tornaram sinônimo de qualidade, tem sido particularmente alta. Os volumes de vendas no último ano fiscal praticamente dobraram, de acordo com a Certified Angus Beef.

Com uma economia forte, significando mais dinheiro nos bolsos dos americanos e fazendo com que o churrasco ressurja, os consumidores estão escolhendo carne bovina em vez de carnes mais baratas, como frango e carne de porco.

Mas isso pressiona fornecedores de carne como a Tyson, a Cargill e a JBS, que também estão na luta para atender à crescente demanda por carne suína e outras carnes na esteira de um vírus que está dizimando a indústria de suínos da China.

A oferta da carne para "quinhentas lojas não é muito, mas é um número significativo", disse por telefone Tim Ramey, analista da Tyson no Pivotal Research Group. "É coerente com as medidas de outros grandes varejistas para obter mais visibilidade para suas cadeias de fornecimento de carne".

Repórteres da matéria original: Matthew Boyle em N York, mboyle20@bloomberg.net;Lydia Mulvany em Chicago, lmulvany2@bloomberg.net

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